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Arquivos Acessibilidade na Web - Sondery - Acessibilidade Criativa https://sondery.com.br/category/acessibilidade-na-web/ Tue, 13 Jun 2023 21:43:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://sondery.com.br/wp/wp-content/uploads/2021/09/cropped-Sondery_Reduzido-32x32.png Arquivos Acessibilidade na Web - Sondery - Acessibilidade Criativa https://sondery.com.br/category/acessibilidade-na-web/ 32 32 O que é Design universal e por que é uma boa maneira de pensar em acessibilidade? https://sondery.com.br/o-que-e-design-universal-e-por-que-e-uma-boa-maneira-de-pensar-em-acessibilidade/ Tue, 13 Jun 2023 19:16:13 +0000 https://sondery.com.br/?p=2398 Se você trabalha com a criação de novos produtos, serviços ou espaços públicos, deve pensar na usabilidade desses itens, afinal, quanto mais fáceis de utilizar e acessíveis eles forem, melhor.  No entanto, poucas são as empresas e órgãos públicos que seguem corretamente as diretrizes do Design Universal, um conjunto de normas criado para desenvolver produtos, […]

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Ilustração retangular com fundo branco. Na parte esquerda e central da imagem há uma porta branca com batente azul claro.


Se você trabalha com a criação de novos produtos, serviços ou espaços públicos, deve pensar na usabilidade desses itens, afinal, quanto mais fáceis de utilizar e acessíveis eles forem, melhor. 

No entanto, poucas são as empresas e órgãos públicos que seguem corretamente as diretrizes do Design Universal, um conjunto de normas criado para desenvolver produtos, serviços e ambientes que possam ser utilizados por todas as pessoas, independente de suas características físicas, capacidades ou limitações.

Você já conhece o conceito de Design Universal? Neste artigo, abordamos seus sete princípios e por que eles são fundamentais para o sucesso de qualquer projeto!

O que é design universal?

O conceito de Design Universal foi desenvolvido por professores de arquitetura da Universidade da Carolina do Norte (EUA), cujo objetivo era definir quais as características necessárias para que um projeto de produtos e ambientes pudesse ser utilizado por todas as pessoas.

Segundo o guia “Desenho Universal e acessibilidade na cidade de São Paulo”, desenvolvido pela Secretaria Municipal da pessoa com deficiência de São Paulo, o objetivo do design universal é a “concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os recursos de Tecnologia Assistiva”; conforme a Lei Federal 13.146/15 – Lei Brasileira de Inclusão”.  

Ele não abrange somente as pessoas com deficiência, mas toda a diversidade humana e seus perfis. Por isso, podemos dizer que, utilizando os princípios do desenho universal, automaticamente promovemos a diversidade, a inclusão e também a acessibilidade. 

Os 7 princípios do Design Universal

Conheça os princípios essenciais para deixar qualquer projeto mais acessível.

1. Igualitário – uso equiparável 

É o espaço ou produto que pode ser utilizado por qualquer pessoa, sem a necessidade de apoio ou mudanças. Um exemplo são as portas automáticas, presentes nos shoppings. 

E sabe aquela porta giratória ou com trava automática que é bem pesada? Pois é, elas são um pesadelo para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. Pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), também podem se sentir incomodadas com esse modelo, como bem mostra a série “Uma Advogada Extraordinária” (Netflix). Se você ainda não assistiu a essa série, eu recomendo.  

2. Adaptável – uso flexível 

Quando um novo produto, serviço ou ambiente é desenvolvido, o ideal é que os conceitos do design universal sejam considerados desde sua concepção, porém, sabemos que muitos produtos foram criados sem levar isso em conta. 

Por exemplo, um computador mais antigo não possui um software para leitura de tela; é preciso implementar uma ferramenta como o Dosvox para que uma pessoa com deficiência visual possa utilizá-lo. 

Felizmente, com o avanço tecnológico, os computadores e smartphones mais modernos já estão sendo fabricados com a função, o que facilita muito a navegação de pessoas cegas ou com baixa visão.

3. Óbvio – uso simples e intuitivo 

Um dos princípios mais importantes é que ele seja óbvio. Isso mesmo. Que as pessoas consigam entender rapidamente como o produto funciona, independente de sua experiência, conhecimento ou habilidades.

4. Conhecido – informação de fácil percepção 

Quando chegamos a um local desconhecido, buscamos por placas de localização, ou seja, indicações e sinais claros que nos ajudam a reconhecer onde estamos e o que buscamos exatamente. É por isso que todo projeto de design universal deve contemplar também os símbolos de acessibilidade e suas representações em Braille, válidos em qualquer lugar do mundo.

5. Seguro – tolerante ao erro

Todo projeto deve ter seus próprios dispositivos de segurança e ser verificado periodicamente, a fim de evitar acidentes que possam ser causados por falhas humanas. 

O elevador possui um sensor que impede a abertura das portas enquanto ele está em movimento ou quando não estiver parado no respectivo andar. Onde houver escadas, além de respeitar a altura correta dos degraus, é recomendável instalar corrimões nas paredes. O objetivo aqui é sempre minimizar riscos para os usuários. 

6. Sem esforço – baixo esforço físico 

Quer ver outro exemplo claro de como o Desenho Universal facilita muito nosso dia a dia? Quem tem limitações nos movimentos das mãos dificilmente consegue abrir um saco de salgadinho ou usar um abridor de latas comum. Por isso, algumas empresas criaram as embalagens com tarja “abre fácil” e substituíram as latas pela embalagem de papelão, tornando o manuseio desses produtos mais simples para todo mundo.

7. Abrangente – dimensão e espaço para aproximação e uso

O design universal estabelece as dimensões de altura e largura adequadas para que todas as pessoas tenham acesso a um local ou objeto, como, por exemplo, a largura de uma porta para que uma pessoa cadeirante consiga entrar, ou a altura ideal de um armário para uma pessoa com nanismo.

Como aplicar o Design Universal na prática? 

Nas explicações acima, já trouxemos alguns exemplos de adaptações feitas por meio do Design Universal. 

Mas, como dissemos anteriormente, o ideal é que estes princípios sejam incorporados desde a concepção do projeto, para não gerar retrabalho ou prejuízos desnecessários. Se você quer lançar um produto ou serviço do zero, veja algumas recomendações:

1. Produtos

Fazer testes com seu público-alvo é a melhor maneira de descobrir se o seu produto está seguindo as normas do desenho universal.

2. Estabelecimentos comerciais

Criar espaços acessíveis é prioridade. Caso seja uma loja física, deve ter rampas e dimensões adequadas para cadeirantes, por exemplo.

Se for uma loja virtual, é necessário pensar nas imagens e descrições dos produtos. Além disso, o layout deve ser de fácil navegação e com recursos de acessibilidade, como o plugin da Hand Talk, que traduz os textos escritos para a Libras.

3. Eventos e cursos

O design universal permite que todos possam usufruir do seu conteúdo. Alguns recursos básicos são legendas, janela de Libras e estenotipia (legendas em tempo real para acompanhamento de pessoas surdas não alfabetizadas na Língua Brasileira de Sinais), assim como a auto descrição e audiodescrição. Saiba mais sobre acessibilidade em eventos neste outro texto do nosso blog.

4. Campanhas de marketing

 Quer que suas ações de marketing alcancem o maior número de pessoas possível? Invista no design universal em suas campanhas. Além de todos os itens citados acima, não esqueça de incluir o texto alternativo (descrição de imagens) em seus posts nas redes sociais e e-mails.

Benefícios do Design Universal 

Ainda tem dúvidas sobre as vantagens do Design Universal para sua empresa? Abaixo, listamos algumas:

  • Ampliar a receita: como ele é feito para todas as pessoas, você pode conquistar mais clientes e aumentar a rentabilidade do seu negócio. 
  • Oferecer produtos e serviços qualificados e de acordo com a legislação: com o design universal, você aprimora a qualidade dos seus produtos e serviços, já que é necessário seguir um padrão.
  • Melhorar a reputação da empresa: a preocupação com o design universal evidencia que a sua empresa se importa com a inclusão e o bem-estar das pessoas, impulsionando sua imagem no mercado.

Deu para perceber por que o Design Universal é importante não só para sua empresa, mas para a sociedade? 

Então não perca tempo e comece a implementá-lo em seus projetos. E se ainda tiver dúvidas, fale com a Sondery, que tem os especialistas certos para te apoiar!

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O que é leitor de tela e como pessoas com deficiência visual navegam na internet https://sondery.com.br/o-que-e-leitor-de-tela-e-como-pessoas-com-deficiencia-visual-navegam-na-internet/ Wed, 05 Apr 2023 19:56:56 +0000 https://sondery.com.br/?p=2386 Você sabia que pessoas com deficiência visual acessam a internet? Assim como videntes (pessoas que enxergam), elas fazem buscas em sites, compram em lojas virtuais, mandam mensagens pelo WhatsApp e são ativas nas redes sociais. Quer saber como isso é possível? Vem com a gente. O que são leitores de tela Leitor de tela é […]

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Foto de fundo branco com a mão de uma pessoa preta segurando um celular branco. Ao redor do celular há uma representação visual de uma onda sonora na cor azul.


Você sabia que pessoas com deficiência visual acessam a internet? Assim como videntes (pessoas que enxergam), elas fazem buscas em sites, compram em lojas virtuais, mandam mensagens pelo WhatsApp e são ativas nas redes sociais. Quer saber como isso é possível? Vem com a gente.

O que são leitores de tela

Leitor de tela é um software que lê em voz alta e robótica tudo o que está na tela de computadores, tablets e smartphones. Esse software transforma os códigos de sites e imagens em áudio para tornar a navegação de pessoas com alguma deficiência visual na internet possível.

Hoje em dia existem opções de leitores de tela gratuitas e pagas. Os mais usados são: NVDA, JAWS for Windows, Virtual Vision, DOSVOX, Orca (para Linux) e VoiceOver (para Mac). No caso dos smartphones, os que possuem sistema IOS já contam com o leitor de tela VoiceOver de forma nativa, os que possuem sistema Android precisam habilitar o recurso manualmente.

O primeiro leitor de tela começou a ser desenvolvido em 1984 pelo cientista da computação Dr. Jim Thatcher e pelo matemático e pessoa com deficiência visual Jesse Wright, funcionários da IBM, com o objetivo de facilitar o trabalho de informática e com programação de sistemas nos computadores anteriores aos computadores pessoais (PCs), tornando-os mais independentes já que não iriam mais precisar de uma pessoa que enxergasse para dizer se os códigos estavam sendo programados de forma correta ou não. Em 1986 o IBM Screen Reader, um dos primeiros leitores de tela para DOS, foi anunciado. Algum tempo depois foi desenvolvido o IBM Screen Reader/2, dessa vez para PC.

A importância de criar sites e conteúdos acessíveis

Já vamos tirar o elefante da sala logo de cara: Não é porque esses softwares existem que seu site ou loja virtual não precisa ser acessível.

O leitor de tela é um recurso que depende da acessibilidade dos sites, ou seja, se não forem programados seguindo as boas práticas e diretrizes de acessibilidade digital não será capaz de ler o que está na tela de forma correta e eficiente.

Por exemplo: Uma imagem sem descrição ao invés de ser detalhada será lida apenas como “imagem”. 

O mesmo acontece com as redes sociais. Muitas delas já possuem o recurso do texto alternativo, mas ainda não são todas as pessoas que conhecem a funcionalidade. Ou conhecem, mas não sabem como utilizá-la e acabam fazendo uma descrição de imagem de uma forma que mais atrapalha do que ajuda. 

Essa barreira impacta diretamente na decisão de seguir uma marca ou finalizar uma compra não só da pessoa com deficiência visual quanto a de pessoas ao seu redor, com ou sem deficiência, que ficaram sabendo da experiência negativa.

É importante lembrar que quando você for dizer que o conteúdo tem texto alternativo o correto é usar “pra todos verem” e não “pra cego ver”, pois cegueira não é a única deficiência visual existente.

E como eles assistem aos vídeos?

Você já reparou que uma das opções de áudio de plataformas como Netflix e Prime Video é com audiodescrição?

Se você já ouviu, por engano, por curiosidade ou por precisar mesmo do recurso, sabe o que é. Mas se você não sabe, não tem problema. Nós explicamos: A Audiodescrição é um recurso de acessibilidade que traduz em áudio o que está acontecendo na cena.

Infelizmente são raros os vídeos que encontramos na internet que foram gravados com este recurso, pois as plataformas de vídeo ainda não disponibilizam diretamente a opção de múltiplos canais de áudio, como na Netflix (ou na televisão aberta, com a tecla SAP), para que tenhamos um segundo canal de áudio.

Conclusão

A internet precisa ser acessível para que o direito fundamental de acesso para todas as pessoas, como sugere a ONU seja garantido. Segundo a Organização das Nações Unidas, cortar o acesso de uma pessoa à internet, por qualquer motivo que seja, é uma violação do artigo 19, parágrafo 3 º, do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos”.

Agora que todo mundo sabe que pessoas com deficiência visual acessam sim a internet e como fazem isso, esperamos que mais pessoas, agências e empresas criem conteúdos, páginas e lojas virtuais acessíveis, para garantir o acesso a todo mundo, inclusive de pessoas com deficiência visual.

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Por que descrever as imagens do seu site e dos seus posts https://sondery.com.br/por-que-descrever-as-imagens-do-seu-site-e-dos-seus-posts/ Tue, 27 Aug 2019 13:00:16 +0000 https://sondery.com.br/?p=1597 Imagine que você é uma pessoa cega e deseja fazer uma compra. Ao entrar no site de uma determinada empresa, percebe que as imagens postadas sobre os serviços e produtos disponibilizados não possuem nenhuma descrição. Isso é o que acontece com milhares de brasileiros com deficiência visual cotidianamente. Se você tem um blog ou um […]

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Imagine que você é uma pessoa cega e deseja fazer uma compra. Ao entrar no site de uma determinada empresa, percebe que as imagens postadas sobre os serviços e produtos disponibilizados não possuem nenhuma descrição. Isso é o que acontece com milhares de brasileiros com deficiência visual cotidianamente.

Se você tem um blog ou um site institucional e ainda não inclui descrições nas fotos e imagens, é chegada a hora de incluir essa etapa no seu planejamento de conteúdo.

Como a gente sabe que nem todos estão familiarizados com a forma com a qual as pessoas cegas utilizam o computador, vamos partir do princípio. Existem programas leitores de tela capazes de transformar em áudio toda e qualquer informação exibida pelo computador. Dessa forma, é possível fazer compras, visitar sites, acessar redes sociais, ler livros, entre outras tarefas.

Apesar de toda essa tecnologia, os leitores de tela ainda não conseguem descrever imagens. Já existem aplicativos baseados em inteligência artificial com esse intuito, mas eles ainda não chegaram nem perto de uma descrição humana. Por este motivo, quando um cego entra no seu site ou no seu blog e se depara com imagens sem descrição, ele fica literalmente no escuro.

Ampliação de potenciais consumidores

Descrever as imagens, além de uma atitude de responsabilidade social, também é uma estratégia de negócio. Proporcionar uma boa experiência de compra e de consumo de informação é crucial para angariar mais clientes e potenciais consumidores. Eu, por exemplo, já fui impedido de comprar um tênis pela internet por causa da falta de descrição dos produtos. A impressão que eu tenho dessa marca atualmente é extremamente negativa.

Nos últimos anos, diversas marcas passaram a incluir descrições nos posts publicados nas redes sociais. O ganho de marca foi extremamente positivo. Algumas dessas empresas afirmam ter ampliado a comunicação com públicos que antigamente não eram impactados pelos esforços tradicionais de comunicação.

Ganhos de SEO

O Google leva em conta uma série de fatores de rankeamento para posicionar um site nos resultado de pesquisa. Alguns são guardados a sete chaves. Mas eu tenho uma boa notícia para você. Um dos atributos conhecidos e bem vistos pelo buscador é a inclusão de texto alternativo, (alt text), forma pela qual é possível adicionar descrições de imagens em sites.

Hoje, as principais plataformas de conteúdo já possuem um campo para a inclusão de texto alternativo logo depois de adicionar alguma imagem no site ou em algum post de blog. Se esse não for o seu caso, você terá que recorrer à boa e velha linguagem de programação HTML. Independentemente de qual método você utilizar, o fato é que você poderá ter bons ganhos de SEO, conjunto de técnicas utilizadas para otimizar os sites para aparecerem nos mecanismos de busca, como Google e Bing.

Mas afinal, como eu descrevo minhas imagens?

Se você chegou até aqui, agora você entende a importância de descrever as imagens para pessoas cegas. Eu sei que nesse momento bate a dúvida: mas meu deus do céu, como eu faço isso? Calma, não se desespere. Comece da forma mais simples, traduzindo em palavras o que está na imagem.

Caso queira aprender as técnicas e melhores práticas da descrição de imagens para a web, você pode conversar com a gente aqui da Sondery, pois temos cursos para empresas, marcas e agências que querem começar a descrever as imagens do jeito certo, seja no site ou nas mídias sociais.

Ah, e um profissional muito importante nesse processo é o consultor em audiodescrição. Ele geralmente tem deficiência visual e é capacitado para essa tarefa – não basta ser cego, é preciso ter o conhecimento específico. A Sondery já fez um post sobre a importância e o papel do consultor em audiodescrição.

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O Papel do Consultor em Audiodescrição https://sondery.com.br/o-papel-do-consultor-em-audiodescricao/ https://sondery.com.br/o-papel-do-consultor-em-audiodescricao/#comments Wed, 23 Jan 2019 21:42:02 +0000 https://sondery.com.br/?p=1573 Uma das grandes dificuldades de um roteirista iniciante em audiodescrição é compreender que grande parte do que ele entende de uma imagem vista vem do seu poder de dedução, um poder que se desenvolveu ao longo de uma vida inteira. Um poder, aliás, que uma pessoa cega ou com baixa visão também tem, mas que […]

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Um livro aberto apoiado em pé em uma superfície branca, as páginas estão dobradas de maneira a formarem a palavra Audio.

Uma das grandes dificuldades de um roteirista iniciante em audiodescrição é compreender que grande parte do que ele entende de uma imagem vista vem do seu poder de dedução, um poder que se desenvolveu ao longo de uma vida inteira. Um poder, aliás, que uma pessoa cega ou com baixa visão também tem, mas que obviamente está pautado nos outros sentidos que ela eventualmente use para se comunicar com o mundo.

Quando o roteirista finalmente consegue transformar em palavra o que ele vê, e não o que ele conclui do que vê, ele começa a fazer a tradução entre linguagens que vai possibilitar a inserção da pessoa com deficiência visual no universo das imagens. Obviamente, a “descontaminação” completa da palavra daquilo que é interpretação é humanamente impossível. O que significa que muitas vezes um texto construído por um vidente fará sentido apenas se confrontado com o evento visual correspondente, e é nesse momento em que se faz imprescindível a participação de um consultor com deficiência visual na construção de um roteiro audiodescritivo.

Observando, toscamente, pelo prisma da Física já podemos ter um vislumbre de como esse processo de construção imagética se dá. Uma pessoa que enxerga constrói suas imagens a partir do olho, órgão que é ativado por estímulos luminosos. A pessoa que faz uso dos ouvidos para alcançar suas imagens, logicamente, o faz com o auxílio do som. Portanto, feita a comparação fica claro que imagens construídas a partir da luz se formam de maneira mais rápida tendo em vista a velocidade do seu veículo. Com isso em mente, podemos concluir que um texto pensado para ser ouvido deve contemplar algumas singularidades que respeitem o processo de imaginação que é inevitavelmente mais lento.

Algumas técnicas podem e devem ser empregadas na construção desse texto, por isso uma pessoa que se proponha a ser consultora deve obrigatoriamente ter contato com elas. Não bastando, desse modo, ser pessoa com deficiência visual. O consultor deve ter ciência de que em seu trabalho ele deve buscar a universalidade de entendimento, libertando-se do que ele próprio acha interessante baseado em seu gosto pessoal. O consultor deve compreender que há, entre seus pares enquanto pessoas “não enxergantes”, uma gama infinita de personalidades. E para que se caminhe nessa direção, o norte é sempre a obra ou produto a ser descrito. Em outras palavras, é a obra ou o produto que vai escolher o seu público alvo. A audiodescrição não é responsável por fazer essa determinação no caso de querer explicar qualquer coisa, e o consultor deve assegurar que o texto produzido para tanto mantenha-se dentro desse objetivo.

Um roteiro de audiodescrição pode ser construído sem a consultoria, mas a qualidade dele será questionável e a eficácia em muitos momentos pode ser duvidosa. Quando o roteiro passa por um consultor, os riscos da AD não ser eficiente caem drasticamente. Sem falar na credibilidade social provocada pela assinatura de uma pessoa cega ou com baixa visão presente ao fim de uma audiodescrição. Ou seja: o consumidor tende a aceitar mais facilmente uma descrição que foi validada por alguém que também não enxerga. Assim, ele duvida menos das imagens que ele venha a formar em sua cabeça e torna-se um cliente mais confiante.

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LINK: um evento sobre acessibilidade na internet e uma celebração da diversidade e da inclusão https://sondery.com.br/link-evento-handtalk/ https://sondery.com.br/link-evento-handtalk/#comments Fri, 17 Aug 2018 17:07:16 +0000 https://sondery.com.br/?p=1342 Eu já fui em muitos eventos. Sério, nos últimos 17 anos eu participei de centenas de eventos de todos os tipos e sobre todos os assuntos. A maioria foi de comunicação e gestão de pessoas, mas também me aventurei por programação, tecnologia, culinária… e nunca antes eu tinha visto tamanha diversidade (não só de público, […]

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A foto de duas pessoas ao lado do personagem virtual Hugo, em frente a um fundo roxo do evento Link. Na foto estão, da esquerda para a direita: Rafael Duarte, um homem branco de cabelos e barba castanhos, usando um casaco preto e camiseta laranja; em uma das mãos ele segura uma placa escrito “Informação é para todos” e com a outra faz o sinal de “amor” em Libras. Hugo, uma versão impressa do personagem virtual, um homem branco com óculos preto, camisa branca, gravata azul e calça jeans que faz o sinal de “amor” com a mão. Ana Clara, uma mulher branca, de cabelos cacheados raspados na lateral, usa um vestido vermelho estampado e está sorrindo e segurando uma placa que diz “mais empatia, por favor”.

Eu já fui em muitos eventos. Sério, nos últimos 17 anos eu participei de centenas de eventos de todos os tipos e sobre todos os assuntos. A maioria foi de comunicação e gestão de pessoas, mas também me aventurei por programação, tecnologia, culinária… e nunca antes eu tinha visto tamanha diversidade (não só de público, mas de palestrantes).

E não falo só de pessoas com deficiência, já que esta deveria ser uma diversidade bastante óbvia (ainda que não seja sempre a realidade) em um evento de acessibilidade, né? Falo da predominância de mulheres no palco, liderando os painéis de discussão, mostrando suas realizações em grandes empresas como Microsoft e Magazine Luiza. Foi bonito de ver.

Fora isso, o óbvio: surdos, cegos e loucos por todos os lados. Gente conversando em Libras no coffee break, um surdo moderando um dos painéis (onde dois cegos participaram), isso tudo sem contar a Angel, uma cão guia adorável que ficava quietinha ao lado dos pés do seu humano e vez ou outra parecia estar olhando pra gente. “Fofa”, Pricyla Laham, da Microsoft, soltou no meio da sua palestra, não resistindo aos encantos da cadela.

Tá, mas vamos falar de conteúdo, porque o Link não foi um desfile de diversidade. Ele foi um baita evento bacana de acessibilidade na web. E quem participou – ou assistiu ao vivo pela internet – pôde acompanhar algumas das pessoas mais incríveis desta área compartilhando conhecimentos, histórias e novidades.

Foto do palco do evento, com um telão com as fotos dos quatro participantes do painel em preto e branco e as seguintes informações sobre um fundo roxo: As boas práticas de acessibilidade nos sites. E os nomes: Thataba Machi, RH Software. William Daflita, Espiral Interativa. Reinaldo Ferraz, W3C Brasil. Ana Clara, Sondery - Creative Accessibility. Sob o telão os quatro participantes estão em cadeiras de madeira, da esquerda para a direita: Ana Clara, uma mulher banca, de cabelos castanhos cacheados com uma lateral raspada usando uma bata vermelha, Thabata Machi, mulher branca de cabelos castanhos lisos amarrados em um rabo de cavalo, usa um casaco branco e uma calça jeans, Reinaldo Ferraz, homem branco de cabelos castanhos, usa camisa branca, calça jeans e segura o microfone na altura da boca e William Daflita, homem branco de cabelo e barba castanho, camisa cinza e calça jeans escura. Ao lado deles, de preto, a intérprete de Libras.

Primeiro bloco: como e porque deixar a internet acessível

As primeiras duas horas do Link foram as mais informativas em relação à acessibilidade na web. Foi o momento de entender porque a internet precisa ser acessível (seja por causa das leis, das pessoas com deficiência, da melhoria do conteúdo pra todo mundo, da vantagem estratégica para as empresas…). E também foi a hora de aprender como fazer isso.

Ronaldo Tenório, fundador da Hand Talk, abriu o evento mostrando como as inovações brasileiras em acessibilidade estão ganhando espaço (e prêmios) não só no nosso país, mas no mundo inteiro. Seguido por Simone Freire, do Movimento Web para Todos, que deu aquela pincelada sobre a importância da acessibilidade digital.

Com o terreno preparado, foi a vez de começar o painel As Boas Práticas de Acessibilidade nos Sites, uma aula do que fazer e não fazer ao criar páginas na internet. A fundadora da Sondery, Ana Clara, Schneider, conduziu a discussão com perguntas próprias e do público para os experientes profissionais da área de desenvolvimento de sites Thabata Marchi (RH Software), William Daflita (Espiral Interativa) e Reinaldo Ferraz (W3C Brasil).

Alguns assuntos debatidos por esse time:

Os mitos da acessibilidade: investir em soluções acessíveis na web não sai caro, o que fica caro é remendar sites que originalmente não foram pensados para serem acessíveis. Por isso, pensem na acessibilidade no começo do projeto.

Não crie barreiras onde não existem: Reinaldo Ferraz ressaltou que a internet nasceu acessível, mas as pessoas foram criando as barreiras na tentativa de “inovar” os seus sites.

Siga as diretrizes de acessibilidade: é claro que com um representante do W3C no painel ia ser difícil não ressaltar a importância de seguir as recomendações da WCAG (do inglês Web Content Accessibility Guidelines). Vale dizer que a resposta para muitas das perguntas feitas pelo público para o painel começavam com “no WCAG fala como fazer isso…”. Portanto, se você for criar um projeto na internet, não deixe de consultar o WCAG.

Uma história de empatia e inclusão

Ainda na parte da manhã começou o que eu considero o segundo bloco do evento, com a palestra “Mais empatia, por favor”, da Sabine Schaade. Para quem ainda não conhece a história dela, vale a pena assistir aos seus vídeos no Youtube, onde ela conta – assim como na palestra – como foi todo o processo de descobrir que seu filho era surdo. Um relato que começa pelo preconceito e capacitismo e vai terminar no amor e na acessibilidade (viva a Libras!). <3

O palco do evento, com cinco cadeiras vazias ao fundo e Talita Pagani em pé segurando um microfone. Talita é uma mulher branca com cabelos castanhos com as pontas rosa e usa um vestido preto com estampa de flores.

A hierarquia da acessibilidade em um projeto

A Thalita Pagani entrou logo depois do intervalo do almoço e já chegou destacando que as diretrizes de acessibilidade na internet são voltadas para o conteúdo. “Acessibilidade digital é sobre conteúdo”, dizia um de seus slides, mostrando a importância de deixar textos, títulos, vídeos, imagens e design visual acessíveis para todo mundo na internet.

Ela também dedicou uma parte da sua palestra para mostrar o papel de cada profissional do time na acessibilidade (claro que esse é um dever de todos).

Gerente de projeto: precisa garantir que os requisitos de acessibilidade serão realizados no projeto e encorajar o time a levar em conta essas questões.

Analista de UX: vai levantar as necessidades de usuários com deficiência, adicionar acessibilidade como critério de aceitação e especificar quais serão os requisitos de acessibilidade a serem realizados pela equipe de design e desenvolvimento.

Equipe de Marketing: criar a campanha com uma linguagem compreensível, garantir que a marca use combinação de cores adequadas e produzir conteúdos acessíveis para mídias sociais.

Redatores, revisores e assessores de comunicação: garantir que os textos sejam bem escritos e estruturados, descrever as imagens usadas no site, blogs e redes sociais e definir texto de links para que sejam acessíveis.

Designer de interface e UX: garantir que o produto seja projetado para ser de fácil uso, que os elementos visuais sejam acessíveis em tamanho, cor e disposição e realizar testes com usuários com deficiência.

Desenvolvedores front-end e back-end: garantem que o código seja escrito de forma acessível, fazem o site acessível via teclado e com uso de leitor de telas, verificam a acessibilidade usando ferramentas automatizadas e garantem o bom desempenho do site.

Analistas de testes: realizam os testes básicos de acessibilidade e garantem que os requisitos de acessibilidade foram implementados.

Foto das cinco cadeiras do palco do evento ocupadas pelos palestrantes. Da esquerda para a direita: Alexandre Ohkawa, um homem japonês, de cabelos pretos e roupa preta, Sidney Tobias, um homem moreno com roupa cinza, Fabíola Calixto, uma mulher branca, de cabelos laranja, com um casaco cinza, Bárbara Simão, uma mulher branca de cabelos castanhos cacheados e roupa preta e Gustavo Torniero, um rapaz moreno de cabelos pretos, camiseta cinza e calça jeans.

A inclusão do consumidor com deficiência

Bom, lembra que eu disse que o evento teve um moderador surdo? Isso aconteceu no painel Os Direitos das Pessoas com Deficiência na Internet.

O arquiteto Alexandre Ohkawa conduziu a discussão que teve a participação da Bárbara Simão, do Instituto Brasileiro de Direito Constitucional, falando sobre os direitos dos consumidores com deficiência na internet, Fabíola Calixto e Sidney Tobias, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência na cidade de São Paulo, falando sobre o recém criado selo de acessibilidade para sites e Gustavo Torniero, jornalista e assessor de imprensa na Organização Nacional de Cegos do Brasil.

Aqui na Sondery a gente sempre ressalta a importância de percebermos a pessoa com deficiência enquanto consumidor (pessoa com direitos, com dinheiro, com poder de decisão e, claro, com desejos). Portanto, nada mais justo do que considerar o investimento em acessibilidade como uma forma de aumentar o público alvo de uma empresa, né?

Foi muito bacana ver que a Prefeitura de São Paulo, com o lançamento do selo de acessibilidade digital, e que o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor estão trabalhando para garantir que (por bem ou por mal) as empresas invistam em acessibilidade em seus sites. São iniciativas recentes, mas que merecem ser acompanhadas de perto daqui pra frente.

As quatro cadeiras do palco do evento estão ocupadas pelos palestrantes do painel, da esquerda para a direita: Claudiene Mortimer, uma mulher negra de cabelos cacheados e vestido preto listrado, Alexandre Theodoro, um homem negro, de óculos, camiseta branca com um casaco cinza, calça jeans e uma prótese em uma das pernas, Milena Delfine, uma mulher branca de cabelos lisos castanhos, veste uma blusa branca e uma calça preta e Ivone Santana, uma mulher branca de cabelos ruivos curtos, usa uma bata colorida e calça jeans e segura o microfone.

Último bloco: a acessibilidade DENTRO das empresas

Tá, muito se falou em acessibilidade para o público, os clientes e os consumidores… mas e os colaboradores das empresas? A última parte do Link foi justamente para abordar como a inclusão, quando vem de dentro para fora e conta com pessoas com deficiência no processo, é muito mais fácil e possivelmente mais bem-feita.

E não estamos falando de empresas pequenas não. Participaram do painel a Claudiene Mortmer , do Bradesco, Milena Delfini, do Magazine Luiza e Alexandre Theodoro, do Facebook, com a moderação da Ivone Santana, ex-Magazine Luiza e hoje do Instituto Modo Parités.

A discussão girou em torno das barreiras da inclusão e como estes profissionais trabalharam para vencê-las. Foi unânime a ideia de que é preciso começar o quanto antes, mesmo que a empresa ainda não seja completamente acessível. Isso porque se você integrar pessoas com deficiência na sua equipe, elas poderão te ajudar a encontrar o melhor caminho para a acessibilidade.

“Eu tô longe de dizer que no facebook a gente está no mundo ideal, a gente tem um milhão de desafios pra poder caminhar nesse sentido. Mas uma coisa que eu me sinto muito confortável é que todo mundo tem voz, e quando eu tô em uma reunião e uma pessoa com baixa visão fala ‘poxa, será que a gente pode aumentar a fonte para que eu possa ler’, isso é lindo”, ressalta Alexandre.

Priscyla Laham, uma mulher branca de cabelos loiros e roupa preta, está em pé no palco e segura o microfone na altura da boca.

Por último, depois do painel e para fechar o Link, a Priscyla Laham, da Microsoft Brasil, subiu ao palco para falar sobre como a empresa está mudando o seu quadro de funcionários para valorizar cada vez mais a diversidade. Ela ressaltou como eles trabalham para que todos tenham as mesmas oportunidades, não necessariamente com as mesmas condições.

A Priscyla mostrou que a Microsoft pratica a inclusão da diversidade de forma intencional, eles vão atrás das mulheres, dos negros e das pessoas com deficiência qualificadas, para aumentar a diversidade de pensamento na empresa. Segundo ela, esta é uma vantagem competitiva que está ajudando a Microsoft a crescer ainda mais.

Foi muito bacana assistir à palestra dela, pois um dos primeiros trabalhos da Sondery foi justamente para a equipe de recrutamento e seleção da Microsoft. Na época, eles queriam entender quem eram as pessoas com deficiência que estavam buscando oportunidades de trabalho e como elas faziam isso, por quais canais e meios. E, para obter estas respostas, a nós fizemos uma pesquisa supercompleta para eles.

Ah, e claro que nós aproveitamos para conversar com a Priscyla sobre o Adaptive Controller, que já falamos aqui no blog, e ela nos prometeu que a equipe da Xbox aqui no Brasil está trabalhando para trazer o controle aqui para o Brasil o quanto antes. Legal, né?

Conclusão

O Link foi um baita evento. Foi uma verdadeira lição de como organizar um discurso seguindo o lema “nothing about us without us” (nada sobre nós sem nós). E nós estamos muito felizes não só de termos participado, mas também de termos a Hand Talk como nossa parceira. Empresas que trabalham para fomentar a cultura da acessibilidade da maneira correta, incluindo quem precisa ser incluído, acessibilizando todo o conteúdo e trabalhando por um mundo melhor.

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Um print da home page da Sondery com uma janela à direita, onde o Hugo está fazendo o sinal de Libras e um balão diz: Olá, eu sou o Hugo, sou intérprete de Libras da Hand Talk e estou aqui para lhe ajudar! Clique em textos do site que eu faço a tradução para Libras.

Agora o site da Sondery tem tradução digital de textos em Língua Brasileira de Sinais, a Libras. Um recurso muito importante para que a comunidade surda consiga acessar e entender todos os nossos conteúdos.

O nosso intérprete de Libras é o Hugo, um homenzinho virtual de pele branca e cabelos pretos que usa óculos de armação preta, camisa branca com gravata azul e calça jeans e que fica no canto direito da tela traduzindo todos os textos do nosso site em sinais. Muito legal, não é mesmo?

A foto mostra quatro pessoas tirando uma selfie e, à esquerda delas, o Hugo, personagem virutal, de braços cruzados (inserido digitalmente na foto). Da esquerda para direita, uma menina de cabelos pretos e pele branca sorrindo e fazendo o sinal de amor em Libras, uma menina de cabelos castanhos, pele branca e óculos sorrindo, a Ana Clara, de pele branca, calos pretos e roupa preta sorrindo e um homem de cabelos grandes, óculos, barba rala e roupa preta.
Ana Clara, fundadora da Sondery, fazendo uma reunião com a equipe da Hand Talk em meados de 2017 – incluindo o Hugo.

Por que um site precisa de acessibilidade em Libras?

A gente ainda vai fazer um texto bem completinho aqui no blog para responder esta pergunta, mas só para você já ter uma ideia, 80% dos surdos do mundo inteiro não foram alfabetizados em línguas escritas (o conteúdo do link está em inglês). Isso significa que milhões de pessoas precisam de um recurso de tradução de texto em Língua de sinais – no caso do Brasil, a Libras –  para conseguirem entender completamente o conteúdo de um site.

Além disso, a acessibilidade na web é um direito básico e fundamental e é importante para o sucesso das empresas.

Básico – de acordo com a Lei Brasileira de Inclusão, os sites precisam estar acessíveis para garantir o acesso à informação para todas as pessoas.

Fundamental – em 2016 a ONU promoveu uma atualização no Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos para garantir que o acesso à internet seja um direito fundamental. O que significa que não haver nenhum tipo de barreira (seja ela política ou por falta de acessibilidade) impedindo que as pessoas consigam navegar por sites.

Importante – nós já falamos aqui no nosso blog dos benefícios que o investimento em acessibilidade pode trazer para a sua empresa.

A importância do selo “Amigo do Surdo”

Hugo faz o sinal de positivo. Ao seu redor, o texto: Site amigo do surdo, acessível em Libras.Você quer saber por que estamos tão felizes em ter o selo “Amigo do Surdo” no nosso site? Bom, primeiro porque nós apoiamos movimentos que promovem e incentivam a acessibilidade na web. Isso significa que nós estamos não apenas nos identificando como um site que tem o recurso de tradução em Libras – para facilitar a identificação da janela de Libras pelos surdos -, como também contribuindo para difundir a sua importância.

Por que o Hugo e a Hand Talk são tão bacanas?

A Hand Talk foi considerada pela revista Época uma das 100 startups brasileiras para ficar de olho esse ano. E não é à toa, eles estão fazendo um trabalho incrível. É só passar alguns minutos usando o Hugo em algum dos sites que têm o recurso (ou até mesmo o aplicativo deles) para perceber como o intérprete é bem feito.

O legal do Hugo é que além dele conhecer o sinal de inúmeras palavras, ele também faz expressões faciais junto com a interpretação. Fora isso, a Hand Talk acabou de comprar a ProDeaf (outra empresa que também tinha uma aplicação de tradução de texto para Libras) e receber um investimento de R$ 2,5 milhões, o que significa que podemos esperar que o Hugo fique cada vez melhor e mais completo.

O aplicativo gratuito da Hand Talk para traduzir texto para Libras

A Hand Talk também tem um aplicativo para celular que traduz texto em Libras. Disponível para Android e iPhone, ele já foi baixado mais de 2 milhões e vezes. Inclusive por nós aqui da Sondery. Seja por curiosidade, vontade de aprender ou necessidade, é sempre bom ter um intérprete de Libras disponível no nosso bolso.

Existe uma coleção de histórias no blog da Hand Talk mostrando como pessoas usaram o aplicativo para fazer algo bacana. Seja o menino que ensinou Libras para os irmão surdos com o Hugo, a professora que usou o aplicativo na sala de aula com a comunidade surda e até um médico que conseguiu salvar a vida de uma menina surda. Sério, não deixe de ir lá para conferir.

Um banner com o logo do Link (a palavra Link com cada letra de uma cor, azul, azul claro, amarelo e laranja), Summit de acessibilidade digital 2018 sobre um fundo branco. Ao lado, com um fundo roxo, as informações: 8 de agosto, online e acessível para todos, o maior evento de acessibilidade digital do país. E o botão amarelo: Inscreva-se gratuitamente.

E aí, deixe o seu comentário dizendo o achou do Hugo no nosso site? Eu mesmo, assim que o colocamos, passei horas pedindo para ele traduzir todos os textos em Libras, só para ver como é a interpretação dele. Acompanhei as mãozinhas digitais do Hugo enquanto ele ia interpretando e quando ele soletrava as palavras que ele ainda não sabia. É importante lembrar que o tradutor virtual não substitui o intérprete humano em todas as ocasiões, mas ele é uma verdadeira mão na roda para melhorar a acessibilidade de sites de internet.

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