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Quando falamos que a acessibilidade pode representar uma vantagem estratégica para uma marca ou empresa, muita gente não percebe o caráter fundamental desta afirmação. Muito por desconhecerem a verdadeira “estratégia”, que nada tem a ver com planos, planejamento, tático, ideias, projetos… Nada disso, estratégia é o âmago de um negócio, muito mais profundo e conceitual. É lá, na base de todo o racional de uma empresa, que deve estar a acessibilidade.
Ao definir a estratégia de um negócio, a pessoa geralmente vai precisar responder algumas perguntas norteadoras. É aqui que fica clara a necessidade da acessibilidade.
Quem é seu público alvo? Independente da resposta que você der, eu te garanto: há pessoas com deficiência dentro da sua segmentação. O único recorte possível de público sem pessoas com deficiência é “pessoas sem deficiência”. E, se você fizer essa escolha, estará excluindo consciente e propositadamente as pessoas com deficiência, o que espero que esteja claro que é algo erradíssimo a se fazer. As pessoas com deficiência representam 18% da população brasileira e estão em todas as esferas sociais e econômicas; são consumidoras.
Quais competências precisamos para atingir sucesso? Se você sabe que parte do seu público tem alguma deficiência, como apontei acima, então é mais que óbvio que para atingir o sucesso, você precisa de habilidades e conhecimentos na área de acessibilidade e inclusão, o que pode ser alcançado tanto com treinamentos da sua equipe quanto contratando uma consultoria externa para realizar estes serviços. Estamos falando em como alcançar e atender as pessoas com deficiência com serviços, produtos e comunicação acessíveis.
Como vamos superar a nossa concorrência? Se você for um pioneiro em acessibilidade no seu setor, parabéns, estará em grande vantagem competitiva. Caso seu concorrente já invista em acessibilidade, isso significa que se você não o fizer estará começando atrás. Portanto, faça. E faça melhor ainda: invista em uma acessibilidade mais criativa, que melhore ainda mais a experiência de consumo do seu produto ou serviço para todas as pessoas.
Qual empresa do mercado é um modelo de sucesso pra você? As maiores e mais admiradas empresas do mundo hoje estão investindo em acessibilidade e inclusão como forma de melhorar os produtos e as soluções. Times mais diversos são mais criativos, com mais pontos de vista. Produtos acessíveis são para mais pessoas. Microsoft e Google estão fazendo grandes avanços nessas áreas e recomendo se inspirar nas jornadas deles.
É por isso que insistimos tanto que a acessibilidade precisa ser pensada desde o começo, a ponto de fazer parte da cultura organizacional, de refletir nos planos e decisões táticas, dos processos internos e externos, da comunicação, da relação com fornecedores e parceiros.
Quanto mais fundamentalmente presente e enraizada estiver a acessibilidade dentro da sua empresa, mais liberdade criativa você terá. As ideias já nascerão com o pensamento de que aquilo é para todos, não haverá necessidade de adaptações (ou gambiarras). O budget considerará os recursos necessários (Libras, audiodescrição e legenda), sem surpresas de orçamento ou correria para aprovar com o financeiro. O consumidor com deficiência estará sempre contemplado, sem brechas para a exclusão.
É por isso que sempre repetimos: a acessibilidade é melhor quando pensada desde o começo. Por um mundo com experiências de consumo incríveis para todas as pessoas.
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Se você trabalha com a criação de novos produtos, serviços ou espaços públicos, deve pensar na usabilidade desses itens, afinal, quanto mais fáceis de utilizar e acessíveis eles forem, melhor.
No entanto, poucas são as empresas e órgãos públicos que seguem corretamente as diretrizes do Design Universal, um conjunto de normas criado para desenvolver produtos, serviços e ambientes que possam ser utilizados por todas as pessoas, independente de suas características físicas, capacidades ou limitações.
Você já conhece o conceito de Design Universal? Neste artigo, abordamos seus sete princípios e por que eles são fundamentais para o sucesso de qualquer projeto!
O conceito de Design Universal foi desenvolvido por professores de arquitetura da Universidade da Carolina do Norte (EUA), cujo objetivo era definir quais as características necessárias para que um projeto de produtos e ambientes pudesse ser utilizado por todas as pessoas.
Segundo o guia “Desenho Universal e acessibilidade na cidade de São Paulo”, desenvolvido pela Secretaria Municipal da pessoa com deficiência de São Paulo, o objetivo do design universal é a “concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os recursos de Tecnologia Assistiva”; conforme a Lei Federal 13.146/15 – Lei Brasileira de Inclusão”.
Ele não abrange somente as pessoas com deficiência, mas toda a diversidade humana e seus perfis. Por isso, podemos dizer que, utilizando os princípios do desenho universal, automaticamente promovemos a diversidade, a inclusão e também a acessibilidade.
Conheça os princípios essenciais para deixar qualquer projeto mais acessível.
É o espaço ou produto que pode ser utilizado por qualquer pessoa, sem a necessidade de apoio ou mudanças. Um exemplo são as portas automáticas, presentes nos shoppings.
E sabe aquela porta giratória ou com trava automática que é bem pesada? Pois é, elas são um pesadelo para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. Pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), também podem se sentir incomodadas com esse modelo, como bem mostra a série “Uma Advogada Extraordinária” (Netflix). Se você ainda não assistiu a essa série, eu recomendo.
Quando um novo produto, serviço ou ambiente é desenvolvido, o ideal é que os conceitos do design universal sejam considerados desde sua concepção, porém, sabemos que muitos produtos foram criados sem levar isso em conta.
Por exemplo, um computador mais antigo não possui um software para leitura de tela; é preciso implementar uma ferramenta como o Dosvox para que uma pessoa com deficiência visual possa utilizá-lo.
Felizmente, com o avanço tecnológico, os computadores e smartphones mais modernos já estão sendo fabricados com a função, o que facilita muito a navegação de pessoas cegas ou com baixa visão.
Um dos princípios mais importantes é que ele seja óbvio. Isso mesmo. Que as pessoas consigam entender rapidamente como o produto funciona, independente de sua experiência, conhecimento ou habilidades.
Quando chegamos a um local desconhecido, buscamos por placas de localização, ou seja, indicações e sinais claros que nos ajudam a reconhecer onde estamos e o que buscamos exatamente. É por isso que todo projeto de design universal deve contemplar também os símbolos de acessibilidade e suas representações em Braille, válidos em qualquer lugar do mundo.
Todo projeto deve ter seus próprios dispositivos de segurança e ser verificado periodicamente, a fim de evitar acidentes que possam ser causados por falhas humanas.
O elevador possui um sensor que impede a abertura das portas enquanto ele está em movimento ou quando não estiver parado no respectivo andar. Onde houver escadas, além de respeitar a altura correta dos degraus, é recomendável instalar corrimões nas paredes. O objetivo aqui é sempre minimizar riscos para os usuários.
Quer ver outro exemplo claro de como o Desenho Universal facilita muito nosso dia a dia? Quem tem limitações nos movimentos das mãos dificilmente consegue abrir um saco de salgadinho ou usar um abridor de latas comum. Por isso, algumas empresas criaram as embalagens com tarja “abre fácil” e substituíram as latas pela embalagem de papelão, tornando o manuseio desses produtos mais simples para todo mundo.
O design universal estabelece as dimensões de altura e largura adequadas para que todas as pessoas tenham acesso a um local ou objeto, como, por exemplo, a largura de uma porta para que uma pessoa cadeirante consiga entrar, ou a altura ideal de um armário para uma pessoa com nanismo.
Nas explicações acima, já trouxemos alguns exemplos de adaptações feitas por meio do Design Universal.
Mas, como dissemos anteriormente, o ideal é que estes princípios sejam incorporados desde a concepção do projeto, para não gerar retrabalho ou prejuízos desnecessários. Se você quer lançar um produto ou serviço do zero, veja algumas recomendações:
Fazer testes com seu público-alvo é a melhor maneira de descobrir se o seu produto está seguindo as normas do desenho universal.
Criar espaços acessíveis é prioridade. Caso seja uma loja física, deve ter rampas e dimensões adequadas para cadeirantes, por exemplo.
Se for uma loja virtual, é necessário pensar nas imagens e descrições dos produtos. Além disso, o layout deve ser de fácil navegação e com recursos de acessibilidade, como o plugin da Hand Talk, que traduz os textos escritos para a Libras.
O design universal permite que todos possam usufruir do seu conteúdo. Alguns recursos básicos são legendas, janela de Libras e estenotipia (legendas em tempo real para acompanhamento de pessoas surdas não alfabetizadas na Língua Brasileira de Sinais), assim como a auto descrição e audiodescrição. Saiba mais sobre acessibilidade em eventos neste outro texto do nosso blog.
Quer que suas ações de marketing alcancem o maior número de pessoas possível? Invista no design universal em suas campanhas. Além de todos os itens citados acima, não esqueça de incluir o texto alternativo (descrição de imagens) em seus posts nas redes sociais e e-mails.
Ainda tem dúvidas sobre as vantagens do Design Universal para sua empresa? Abaixo, listamos algumas:
Deu para perceber por que o Design Universal é importante não só para sua empresa, mas para a sociedade?
Então não perca tempo e comece a implementá-lo em seus projetos. E se ainda tiver dúvidas, fale com a Sondery, que tem os especialistas certos para te apoiar!
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Você conhece as datas importantes das causas das pessoas com deficiência? Dias escolhidos por lembrar e celebrar aniversários, questões históricas ou culturais e personalidades, e que representam luta por direitos, pelo combate ao preconceito e pela inclusão.
Elas são importantes para dar voz às pessoas com deficiência e trazer reflexão e debate para a sociedade.
Fizemos uma lista com datas que não podem ficar de fora do calendário da sua agência ou empresa.
É sempre bom lembrar que datas comemorativas são importantes, mas ações de conscientização e inclusão devem acontecer todos os dias, o ano inteiro.
O objetivo da data é conscientizar a população sobre a importância do braille como meio de comunicação para pessoas com deficiência visual. A data foi criada pela ONU em 2018 em homenagem ao aniversário do francês Louis Braille, que desenvolveu o Sistema Braille de leitura em 1825.
Criada em 2015 pelos deputados federais Mara Gabrilli, Rosinha da Adefal e Walter Tostes com o objetivo de estabelecer conversas permanentes com a sociedade e com o Poder Executivo e garantir os direitos das pessoas com deficiência no país.
Criada em 2008 pela Organização Europeia de Doenças Raras (Eurordis), a data tem o objetivo de levar conhecimento para os governantes, profissionais da saúde e a população em geral e buscar apoio aos pacientes e incentivo às pesquisas para melhorar o tratamento dessas doenças. No Brasil, a data foi instituída pela Lei nº 13.693/2018.
Data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de cuidar da audição.
A data tem o objetivo de celebrar a vida das pessoas com a síndrome e para garantir que elas tenham as mesmas liberdades e oportunidades. Ela faz referência ao cromossomo 21, que aparece em 3 em pessoas com Síndrome de Down, ao invés de um par. Ou seja, trissomia do cromossomo 21. É oficialmente reconhecida pela ONU desde 2012.
Estabelecida em 2007, a data tem o objetivo de levar informações sobre o autismo para a população para diminuir o preconceito e discriminação contra pessoas autistas.
No Brasil, além de conscientizar sobre a importância do braille, a data é uma homenagem ao aniversário de José Álvares de Azevedo, que trouxe o método para o país e idealizou a primeira escola para o ensino de pessoas com deficiência visual no Brasil, o Imperial Instituto de Meninos Cegos (atualmente Instituto Benjamin Constant).
Estabelecida em 2002, a data tem o objetivo de celebrar o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio de comunicação e de expressão legal dos surdos através da lei nº 10.436.
A data tem o objetivo de conscientizar profissionais da saúde e a população sobre a prevenção e a importância do diagnóstico precoce de doenças oculares.
Estabelecida em 2021 através da lei 14.233/2021, a data tem o objetivo de dar visibilidade ao tema, disseminar informações, promover debates, colocar o assunto na agenda pública e propor políticas.
Criada em 2012 após Joe Devon, desenvolvedor, e Jennison Asuncion, profissional de acessibilidade, se unirem para criar o primeiro “GAAD” (Global Accessibility Awareness Day), a data tem o objetivo de aumentar a conscientização da sociedade sobre a importância da acessibilidade e falar sobre a acessibilidade digital.
Criada pelo Movimento Antimanicomial, a data tem como objetivo combater o estigma e a exclusão de pessoas em sofrimento psíquico grave, em nome de pretensos tratamentos.
O objetivo do Movimento Antimanicomial é lembrar que, como qualquer cidadão, pessoas com transtornos mentais, têm o direito à liberdade e o de viver em sociedade, além do direito a receber cuidado e tratamento sem serem excluídas da sociedade.
O objetivo da data é conscientizar e alertar a população sobre a doença.
Criado pela própria comunidade de pessoas autistas, a data tem o objetivo de destacar o autismo como uma identidade, uma diferença e uma cultura, e não uma “doença” ou “transtorno”.
Instituída pela Lei nº 13.471/2017, a data tem o objetivo de informar e conscientizar a população sobre a doença.
O objetivo da data é aumentar a visibilidade e a conscientização sobre a inclusão das pessoas surdocegas. A data foi escolhida por ser o dia em que a escritora norte-americana Helen Keller, primeira pessoa surdocega a conquistar um bacharelado, nasceu.
Sancionada em 2015, a lei nº 13.146 tem o objetivo de garantir que toda pessoa com deficiência tenha acesso à saúde, educação, cultura, turismo e lazer, moradia, transporte, informação, participação na vida pública e política, reabilitação e tecnologia assistiva, previdência social, entre outros.
A data tem o objetivo de celebrar o(a) profissional que torna a comunicação entre pessoas com deficiência auditiva e ouvintes possível.
Instituída pela Lei nº 13.585/2.017, a data tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a necessidade de políticas públicas para promover a inclusão de pessoas com deficiência intelectual e múltipla que combatam o preconceito e a discriminação.
Data criada para celebrar a promulgação da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que tem o objetivo de assegurar o cumprimento dos direitos humanos para as pessoas com deficiência.
Data criada em 2006 pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) e oficializada pela lei nº 11.303 com o objetivo de dar visibilidade para a Esclerose Múltipla, para as pessoas que a possuem e os desafios enfrentados por elas no dia-a-dia.
Setembro Azul
Setembro é o mês escolhido para comemorar as conquistas da comunidade surda e conscientizar sobre a importância de construir uma sociedade cada vez mais inclusiva para os surdos.
O azul tem o objetivo de dar um significado diferente ao da Segunda Guerra Mundial para a cor – onde eram amarradas fitas azuis em pessoas com deficiência para diferenciá-las das demais – e mostrar orgulho da sua identidade, história, língua e cultura.
Idealizada pela Escola Gente e oficializada pela lei nº 13442 em 2017, a data tem o objetivo de garantir a autonomia e participação de pessoas com deficiência na vida cultural.
Instituída pela Lei nº 11.133/2005, a data tem o objetivo de conscientizar sobre a importância do desenvolvimento de meios de inclusão de pessoas com deficiência na sociedade.
Além de homenagear, divulgar e apoiar o trabalho dos atletas paralímpicos, a data tem o objetivo de evidenciar as necessidades, reivindicações e lutas enfrentadas pelos atletas com deficiência.
Data oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2017 como uma homenagem à fundação da Federação Mundial de Surdos em 1951.
A data tem o objetivo de promover o debate sobre os direitos e a luta pela inclusão das pessoas com deficiência auditiva na sociedade.
Além de lutar para garantir que crianças e adultos com Paralisia Cerebral tenham os mesmos direitos, acesso e oportunidades na sociedade, a data tem o objetivo de celebrar a vida das pessoas com Paralisia Cerebral e a diversidade.
O objetivo é conscientizar a sociedade sobre a importância de promover ações que garantam a qualidade de vida e os direitos das pessoas com deficiência física.
A data tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da participação de pessoas com nanismo na sociedade e incentivar a construção de políticas públicas que assegurem sua autonomia.
Data instituída pela Portaria de Consolidação MS nº 1/2017 com o objetivo de educar, prevenir e conscientizar a população sobre a surdez.
Instituída pela Lei nº 13.085/2015 com o objetivo de realizar eventos sociais, culturais e educativos para difundir informações sobre a dislexia e promover a conscientização da sociedade e mostrar a importância do diagnóstico e tratamento precoces.
Instituído pela lei nº 11.506/2007 com o objetivo de acabar com o preconceito por meio da informação. O dia foi escolhido para homenagear a data de fundação da Associação Brasileira dos Ostomizados (Abraso).
Instituída pela ONU em 1992, a data tem como objetivo conscientizar a população sobre os direitos das pessoas com deficiência.
Data criada com o objetivo de conscientizar a população que a sociedade para a questão da acessibilidade como um direito de todos.
Data criada com o objetivo de conscientizar a população sobre a necessidade do respeito às crianças com deficiência.
Data criada para conscientizar a sociedade sobre a importância dos direitos humanos e celebrar a promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela ONU em 1948.
Regulamentada pela lei nº 12.073/2009 com o objetivo de conscientizar a população sobre os seus direitos, promover mudança de pensamento e construir uma sociedade mais justa e inclusiva para todos.
Instituída pelo presidente Jânio Quadros em 1961, a data tem o objetivo de diminuir o preconceito e a discriminação contra pessoas com deficiência visual.
A data tem o objetivo de celebrar o(a) profissional que transforma imagens em palavras e colabora para que pessoas com deficiência visual entendam peças audiovisuais.
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Quando pensamos em pessoas com deficiência no mercado de trabalho é comum que se pense pelo ponto de vista das empresas com cem ou mais funcionários, que desde 1991 devem cumprir a Lei de Cotas (art. 93 da Lei nº 8.213/91) e destinar parte de seus cargos para pessoas com algum tipo de deficiência. Mas, se voltarmos nossa atenção para as pessoas com deficiência por um instante, surgem perguntas como: O que elas valorizam em uma empresa quando buscam por uma vaga? O processo seletivo é uma preocupação para elas?
Em 2017, a Microsoft estava começando o processo de diversificação do seu time e, junto com a 99jobs, empresa responsável por organizar seu processo seletivo de estágio e trainee, procurou a Sondery para entender como poderia atrair e recrutar mais pessoas com deficiência para as suas vagas.
Baixe agora mesmo o ebook com o case completo!
Porém, antes de mergulharmos nessa missão precisávamos entender quem é o(a) profissional com deficiência, seu grau de escolaridade, os cursos que fez, experiência profissional, se está empregado(a) ou não e quais barreiras (além da falta de acessibilidade) que o(a) impede de se candidatar para processos seletivos como os que são realizados pela Microsoft.

Segundo dados de 2009 do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), 98% das crianças em idade escolar estão matriculadas em escolas. Dos 2% que não estão, 98% são crianças com alguma deficiência.
Apesar de existirem políticas públicas, como o Plano Viver Sem Limites, famílias, profissionais e até o próprio candidato as desconhecem ou não as procuram.
Outro ponto fundamental é o fato das famílias de pessoas com deficiência terem medo que o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) seja cortado ao arrumarem um emprego.

Na pesquisa realizada pela Sondery ficou evidente que as maiores preocupações dos profissionais com deficiência são as barreiras atitudinais. Essas preocupações refletem no que é valorizado em uma oportunidade de trabalho. Vagas condizentes com a formação, descrição do cargo e oportunidade de crescimento são alguns dos aspectos que são levados em conta.
(Todas as respostas podem ser lidas no e-book “As pessoas com deficiência e a busca pelo emprego”)
Vagas híbridas são aquelas que podem ser ocupadas por pessoas com ou sem deficiência. A reserva de vagas específicas para pessoas com deficiência favorece a segregação e limita o desenvolvimento desses profissionais.
Todo mundo que desempenha uma atividade que conhece ou tenha afinidade desenvolve um trabalho melhor e se sente mais valorizado. Só que, por incrível que pareça, isso ainda é muito raro na contratação de pessoas com deficiência.
Campanhas internas, palestras e dinâmicas ajudam a disseminar informações sobre o tema e derrubar certos mitos que possam surgir. Promova atividades que estimulem a integração das pessoas com deficiência. Não sabe o que apresentar? Uma consultoria como a Sondery pode te ajudar a preparar um conteúdo bacana.
Como vimos no estudo de caso, uma divulgação sem os recursos de acessibilidade não irá alcançar com eficiência as pessoas com deficiência. É importante escolher sites de recrutamento que seja acessível, descrever todas as imagens, fazer vídeos com intérprete de Libras e legendas.
Se necessário preencher algum formulário para candidatura, tome cuidado para que ele seja acessível, completamente compatível com softwares leitores de tela e que não fique muito extenso. A mesma coisa vale para os testes online.
Conheça as necessidades do candidato já no agendamento da entrevista. Se ele é cadeirante, o escritório da empresa precisa ser acessível para recebê-lo. Se for surdo, você terá que providenciar um intérprete de Libras para participar junto com ele. A falta desses recursos pode prejudicar a participação dele no processo.
Pessoas com deficiência são tão dedicadas e produtivas quanto qualquer outro profissional, mas também precisam se sentir motivadas. Dê oportunidades de crescimento e forneça os treinamentos adequados para chegar lá! Você vai ver os resultados!
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O investimento em treinamentos é algo muito importante e oferece retorno tanto para a empresa quanto para os funcionários. Afinal, quanto mais treinados eles são, melhor é o seu desempenho no trabalho e melhores são os resultados para os negócios.
E, num ambiente corporativo cada vez mais diverso, é urgente a necessidade de criar treinamentos acessíveis para as pessoas com deficiência, para que elas tenham as mesmas oportunidades de capacitação.
No entanto, não é raro que essa necessidade passe despercebida pelos organizadores, que só se dão conta depois de alguém apontar o colega que não está entendendo o conteúdo. Isso acaba criando uma imagem desagradável para a empresa e desmotivando o funcionário ou aluno.
Se você ainda não sabe o que fazer para atender a esse público, continue a leitura e veja 5 dicas essenciais para organizar um treinamento para pessoas com deficiência.
Ok, isso é meio óbvio. Mas, como estamos falando de pessoas com deficiência, não custa nada enfatizar, porque, nesse caso, vai um pouquinho além de saber o seu grau de escolaridade ou o cargo que ele ocupa. Estamos falando de pessoas com deficiência auditiva, física, intelectual ou visual. Você deve saber quais tipos de deficiência têm o seu público para adequar o conteúdo.
Antes de reservar o espaço, verifique se há cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida, e se o local é de fácil acesso para pessoas nessas condições (com elevadores, rampas e banheiros adaptados). Lembre-se que o melhor local é o onde todos possam chegar sem problemas.
Esta questão também vale para treinamentos online. Escolha uma plataforma ou ferramenta acessível para realizar seu treinamento. Um aplicativo que não apresente barreiras na instalação, criação de usuário e nem para ingressar no treinamento.
Em um treinamento para pessoas com deficiência, não podem faltar três recursos básicos:
1 – Intérprete de Libras: pessoa que faz a tradução do conteúdo na Língua Brasileira de Sinais (Libras), dando o suporte necessário aos surdos.
2– Estenotipia: é a transcrição em tempo real da fala do instrutor em uma tela, por meio do Estenótipo, que por sua vez, é operado por um hábil estenotipista. É dele a tarefa de captar as palavras rapidamente e transmiti-las para que os participantes surdos e que tenham dificuldades com Libras possam acompanhar tudo direitinho.
3– Audiodescrição: uma dupla irá fazer a descrição dos recursos visuais (imagens, vídeos, slides, gráficos e até das pessoas) para que as pessoas com deficiência visual possam ter acesso a esses conteúdos.
4 – Material em braile: os materiais impressos precisam ter versão em braile e os digitais devem ser acessíveis para leitores de tela (vídeos com audiodescrição e legendas). Aproveite a tecnologia para oferecer uma experiência melhor aos seus funcionários.
A comunicação também deve ser planejada para atingir a todos os públicos, senão seu trabalho irá por água abaixo, certo?
Utilize todos os canais disponíveis, especialmente as mídias digitais. Vale vídeo — com legendas e audiodescrição — e textos. Para divulgação impressa, não esqueça da versão em braile.
Também é fundamental descrever as imagens, para que pessoas cegas ou com baixa visão tenham acesso a todas as informações da sua divulgação, e não apenas aos textos.
Caso o treinamento seja presencial e fora da empresa, preste atenção ao transporte, que deve ter acessibilidade para cadeirantes (veículo com rebaixamento) e condutores treinados para atender às necessidades de cada um.
Com essas orientações, você aumenta o engajamento de seus colaboradores com deficiência aos treinamentos. Mas, para garantir que nenhum detalhe escape, conte com a ajuda de uma consultoria que entende tudo de acessibilidade, como é o caso da Sondery.
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Acessibilidade é lei e deve ser prioridade na sua empresa. A primeira coisa que vem à cabeça quando pensamos no assunto é construir rampas, elevadores, banheiros adaptados, etc.
Tudo isso é muito importante, mas requer obras que levam tempo.
Porém, você não precisa esperar tanto. Este artigo traz algumas soluções de acessibilidade que podem ser adotadas hoje mesmo para deixar a sua empresa mais acessível, algumas delas sem nenhum custo! Vamos ver?
Materiais ou equipamentos de uso coletivo, como bebedouros, café, impressoras, devem estar a uma altura que todos possam alcançar — inclusive pessoas com nanismo e cadeirantes.
Outra medida importante é eliminar todos os obstáculos possíveis, deixando espaços livres para a passagem de cadeiras de rodas e muletantes.
Todos os canais da sua empresa, incluindo sites, redes sociais e campanhas, devem contar com recursos de acessibilidade digital, tais como:
O ideal é ter os três juntos, mas, se não for possível em um primeiro momento, comece com a legenda. O YouTube tem uma ferramenta que facilita a criação de legendas nos seus vídeos, sem a necessidade de ter um programa ou aplicativo específico para isso. Em vídeos mais simples, em apenas um ambiente e sem gráficos ou imagens, você pode pedir para que a própria pessoa que está participando do vídeo se descreva e descreva o ambiente. É importante ressaltar que a audiodescrição possui técnicas e regras específicas para possibilitar a formação imagética das cenas para os cegos, mas que esta forma simplificada pode ser um passo inicial enquanto você ainda não tiver um profissional e um revisor de audiodescrição fazendo a consultoria para os seus vídeos.
Com isso, você amplia o alcance do seu conteúdo e também suas vendas!
O texto alternativo é uma descrição detalhada da imagem, que pode ir na legenda com a #paracegover ou no campo “texto alternativo”, presente no Facebook, Instagram e na maioria das plataformas.
Dessa forma, a pessoa com deficiência visual consegue ouvir a descrição através do leitor de tela, um recurso usado em computadores e dispositivos móveis.
Veja abaixo um vídeo da Sondery sobre a importância da acessibilidade digital nos seus conteúdos para atrair mais consumidores:
Acessibilidade não é feita só por tecnologias ou recursos físicos. Ela também é uma questão de comportamento. A regra de ouro é: se você se encontrar em uma situação em que não sabe como proceder, sempre pergunte à pessoa o que você deve fazer. É melhor que ela te diga e você faça a coisa certa de uma vez, do que ficar criando situações constrangedoras por causa de falta de conhecimento, né?
Veja algumas dicas do que fazer (ou não) ao receber um parceiro ou colaborador com deficiência no seu ambiente de trabalho:
Para ter um ambiente realmente acessível e inclusivo, você precisa criar essa cultura dentro da sua empresa.
Envolva o departamento de gestão de pessoas, departamento de marketing e, de preferência, uma consultoria de acessibilidade como a Sondery, que poderá avaliar a sua empresa e avaliar quais as soluções de acessibilidade devem ser implementadas e qual a melhor maneira de implementá-las, assim como promover palestras e treinamentos sobre o tema, para sensibilizar os colaboradores.
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Criar um ambiente mais acessível e inclusivo é responsabilidade de todos, mas, por incrível que pareça, boa parte da população ainda desconhece as normas acessibilidade no Brasil. Por isso, as empresas que cumprem as regras estabelecidas ainda são minoria.
E as pessoas com deficiência, também por falta de conhecimento, não exigem o que é um direito garantido pela Constituição há, pelo menos, 20 anos.
Instituições públicas, privadas e do terceiro setor, funcionários contratados, terceirizados, autônomos. Não importa a sua função ou área, você precisa saber o que diz a lei de acessibilidade no Brasil e como aplicá-la no seu trabalho.
Seguindo essas normas, além de mostrar que está por dentro da lei, você estará abrindo as portas para que os consumidores com deficiência conheçam seus produtos e serviços.
Neste texto, contamos tudo sobre as regras de acessibilidade no Brasil e como ela pode impactar os seus negócios. Confira!
O poder de compra das pessoas com deficiência já foi assunto aqui do blog outras vezes. Na prática, existem mais de 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, que estão dispostas a consumir os mais diversos produtos e serviços e movimentam um mercado milionário.
Só que, para que que elas possam satisfazer suas necessidades, as empresas precisam ter adaptações não só na parte física (rampas, elevadores e banheiros), mas também na forma de se comunicar com seu consumidor.
As pessoas com deficiência têm poder aquisitivo e de decisão, assim, quando elas têm a oportunidade de conhecer bem uma marca ou produto, se tornam consumidores fiéis, pois veem que o seu direito está sendo respeitado.
Mas será que o site da sua empresa possui todos os recursos de acessibilidade? E as campanhas de marketing, estão aptas para que um consumidor com deficiência veja, entenda e se interesse pelo seu produto?
Se você não sabe responder a estas perguntas, é sinal de que precisa conhecer mais sobre as normas de acessibilidade no Brasil, ou a Lei Brasileira de Inclusão.
O que elas determinam e o que deve ser feito na prática para que sua empresa seja realmente acessível? É sobre isso que vamos falar a seguir.
No ano de 2016, entrou em vigor a Lei Brasileira de Inclusão, também conhecida como o Estatuto da Pessoa com Deficiência. E ela traz avanços significativos em relação à lei antiga, que é do ano 2000.
O texto é baseado na Convenção da ONU sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência — o primeiro tratado internacional de direitos humanos a virar uma emenda constitucional —, e a principal inovação trazida pelo novo Estatuto está no conceito da palavra deficiência.
Segundo o texto, a deficiência “não é mais entendida como uma condição estática e biológica da pessoa, mas sim como o resultado da interação das barreiras impostas pelo meio com as limitações de natureza física, mental, intelectual e sensorial do indivíduo”.
Isso significa que a deficiência não é uma característica do indivíduo, sendo o “resultado da falta de acessibilidade que a sociedade e o Estado dão às características de cada um” .
A LBI defende que a deficiência não está na pessoa, e sim, no meio onde ela vive. Então, quanto mais acessos e oportunidades as pessoas com deficiência tiverem, menores serão as suas dificuldades para se locomover, se relacionar e exercer seu papel na sociedade.
Assim, seu principal objetivo é garantir que a pessoa com deficiência tenha os mesmos direitos — e, também, deveres —, de uma pessoa sem deficiência.
Veja a seguir os principais pontos do documento que podem ajudar a sua empresa a conquistar muitos consumidores com deficiência e crescer mais rápido no mercado.
Segundo o artigo 21 da Convenção da ONU, o acesso à informação é um direito fundamental de todas as pessoas, inclusive as pessoas com deficiência.
Por isso, as empresas que mantêm um site na internet são obrigadas a implantar recursos de acessibilidade. Existe um documento criado (e regularmente atualizado) pelo W3C com as diretrizes de acessibilidade para conteúdo web (WCAG), com informações técnicas e práticas de como deixar um site acessível. São princípios simples, que fazem toda a diferença. Por exemplo, colocar audiodescrição em fotos e vídeos, para que cegos e pessoas com baixa visão tenham a tradução em áudio através do leitor de tela da parte visual do site, escrever textos com uma linguagem simplificada para facilitar o entendimento de pessoas com alguma deficiência cognitiva, ou até mesmo colocar um avatar de tradução em Libras, para os surdos usuários de Libras que não são oralizados.
São chamados de tecnologia assistiva os instrumentos, recursos e serviços que proporcionam ou ampliam as habilidades das pessoas com deficiências, permitindo a realização de atividades diárias no âmbito pessoal ou profissional, isso inclui ter acesso à informação e à comunicação.
Saiba mais sobre os recursos de tecnologia assistiva aqui.
Para planejar a acessibilidade de serviços, produtos, eventos, comunicação e outras vertentes de uma empresa, é preciso considerar duas variáveis:
1) cada tipo de deficiência tem sua necessidade específica;
2) cada formato de serviço, produto, comunicação precisa ser tratado de forma diferente na hora da implementação dos recursos de acessibilidade.
Por exemplo, em um vídeo institucional com intérprete de Libras, legendas e audiodescrição, precisamos ter alguns cuidados com posicionamento da janela de Libras, o tempo onde a audiodescrição irá ser encaixada, tudo é muito mais estudado e controlado. Já em um evento, apesar de serem essencialmente os mesmos recursos, são feitos em tempo real, o que adiciona um desafio a mais, inclusive para a legenda, que precisa ser feita em alta velocidade para acompanhar o palestrante – este recurso se chama estenotipia.
O direito ao trabalho é fundamental para a dignidade humana. Sobre isso, o estatuto diz que as empresas devem promover a colocação competitiva, ou seja, oferecer aos candidatos com deficiência as mesmas condições e oportunidades que os demais.
Ao contratar um profissional com deficiência, o empresário tem que fornecer a ele todos os recursos e adaptações necessárias para que ele possa desempenhar o seu trabalho de forma satisfatória.
Porém, uma coisa precisa ficar clara: ter uma empresa acessível nem sempre é promover a inclusão. Não adianta cumprir todas as regras de acessibilidade e tratar a pessoa com deficiência com capacitismo, achando que ele não pode tomar decisões ou vai produzir menos do que o seu colega sem deficiência.
Não sabe o que é capacitismo? Assista ao vídeo abaixo, onde a Ana Clara, fundadora da Sondery, explica o significado do termo.
As maiores empresas do mundo possuem programas para atrair pessoas com deficiência, LGBTQ+, etnias, etc. Você sabe por quê? Porque a diversidade se tornou um elemento estratégico nos negócios. Os líderes das empresas entenderam que ela favorece a produtividade e a criação de novas ideias.
Portanto, para sua empresa ser mais competitiva, é preciso construir um ambiente onde todos possam contribuir e crescer juntos, independentemente de raça, religião, deficiência ou opção sexual.
Se depois de ler esse texto você percebeu de que sua empresa ainda não possui um ambiente totalmente acessível ou inclusivo, conte com a gente! A Sondery é uma consultoria especializada em projetos de acessibilidade e nossa missão é deixar seus produtos e canais de comunicação mais acessíveis!
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Imagine a seguinte situação: você tem uma reunião de negócios super importante e descobre que a pessoa com quem você vai conversar é cadeirante. Ou surda. Ou cega.
Outra: sua empresa está crescendo — ótimo! Só que esse crescimento traz a responsabilidade de contratar pessoas com deficiência.
Tais situações podem acontecer com qualquer empresário. Afinal, as pessoas com deficiência estão presentes em todas as áreas de atuação, seja como colaboradoras, gestoras ou até líderes de empresas. Nada impede que você receba um cliente ou parceiro de negócios com essas características.
E a única maneira de se preparar é ter uma empresa acessível. Grandes corporações, como HP, Microsoft, Facebook, PwC e Senac já entenderam isso e são reconhecidas por suas práticas em acessibilidade e inclusão.
Você, como gestor que quer melhorar os seus negócios, também deve estar atento a esta realidade e deixar a sua empresa mais acessível! Não sabe como? A gente te dá as dicas!
A primeira coisa a ser feita para tornar a sua empresa mais acessível é adaptar o ambiente de trabalho. Se seu escritório tem apenas escadas, coloque rampas ou elevadores, adotando a sinalização sonora com descrição em braile. Ah, e também tem que ter um banheiro adaptado, claro.
Mas atenção: não adianta apenas sair construindo rampas e elevadores; é preciso fazer da maneira correta, para que eles sirvam ao seu propósito. Pois é mais frustrante para uma pessoa com deficiência chegar a um lugar que ela acredita ter acessibilidade, mas que não ajuda em nada. Como uma rampa com inclinação errada, um piso tátil que termina em uma parede ou um banheiro acessível com o tipo errado de privada. O melhor é contar com uma consultoria especializada em acessibilidade, que irá avaliar a melhor maneira de fazer estas mudanças.
Pense, também, nos materiais de comunicação da empresa. Sabe aquela campanha de marketing show de bola? E o vídeo institucional? Eles também devem ser compreendidos pelos colaboradores ou clientes com deficiência!
Ainda há um longo caminho a ser percorrido quando se fala em inclusão no mundo corporativo. Não basta contratar, é preciso oferecer as ferramentas que o funcionário precisa para fazer bem o seu trabalho.
Reconhecer o que ele faz de melhor e as suas ambições profissionais, dando o treinamento e suporte necessários para o seu desenvolvimento — como, aliás, deve ser feito com qualquer outro profissional da empresa.
Com informação, é possível criar uma cultura de diversidade e inclusão e melhorar o clima organizacional, o que acaba se tornando uma vantagem estratégica para os negócios. Se quiser saber mais sobre o recrutamento e seleção de pessoas com deficiência, a gente já falou sobre isso aqui no nosso blog.
Sem dúvida, as empresas que levam a sério essas questões são bem vistas no mercado. Mas não é fácil saber por onde começar.
Por isso, para não ter erro, conte com a consultoria da Sondery. Podemos identificar as suas necessidades, criar um projeto personalizado e executar todas as mudanças junto aos melhores fornecedores do mercado, tornando sua empresa mais acessível para todos.
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Sabe aquela frase que diz que ninguém é igual a ninguém? Pois é. Ela nos fala sobre a importância da diversidade nas nossas vidas. Imagine se todo mundo pensasse e agisse igual. Ou tivesse as mesmas características físicas. Definitivamente, não haveria nada de novo para ver. A vida seria muito chata.
No mundo corporativo não é diferente. Se no passado as empresas buscavam pessoas que seguissem um certo “padrão” de comportamento ou aparência, hoje, elas finalmente estão entendendo que quanto mais diverso for o grupo de trabalho, mais eficiente e criativo ele será.
Algumas das organizações mais conhecidas do mercado lideram a lista das que apostam na diversidade como diferencial competitivo e estratégico de negócio. São nomes como Microsoft, HP, Starbucks, American Airlines e muitos outros que aparecem no ranking do Best Place to Work for Disability Inclusion, premiação internacional que reconhece as melhores empresas para trabalhadores com deficiência dos EUA.
Estas empresas já perceberam há muito tempo que ter colaboradores não apenas com deficiência, mas também de diferentes origens, religiões e orientações sexuais, entre outras características, gera mais resultados positivos para os negócios. Porque, como diz Reinaldo Bulgarelli, coordenador dos cursos de sustentabilidade, responsabilidade social, diversidade e terceiro setor da Faculdade Getúlio Vargas (FGV), nesta entrevista: “Pensamentos, histórias de vida e experiências diversas, quando somadas, ajudam a ampliar o olhar da organização e, consequentemente, impactam positivamente no trabalho e na produtividade”.
Só que, infelizmente, a maioria das organizações no Brasil ainda está andando na contramão das gigantes multinacionais — e perdendo muitas oportunidades. De acordo com uma pesquisa feita pela consultoria Isocial, especializada em recrutamento e seleção de pessoas com deficiência, 86% dos empregadores ainda têm essa mentalidade.
Dados do Ministério do Trabalho mostram que, se todas as empresas cumprissem a lei, hoje haveria pelo menos 827 mil vagas ocupadas por PCDs. Mas a realidade é que esse número não chega nem aos 400.000.
Os recrutadores devem enxergar além da simples obrigação de contratar pessoas com deficiência, reconhecendo o potencial produtivo dessas pessoas e oferecendo oportunidades reais de desenvolvimento profissional.
No texto de hoje, vamos revelar como fazer um processo bem-sucedido de recrutamento e seleção de pessoas com deficiência e, principalmente, como reter e desenvolver esses profissionais. Mas antes, uma perguntinha para iniciar a reflexão:
Por que, afinal, as empresas preferem pagar a multa e não cumprir a cota?
Uns dizem que não há muitos PCD’s procurando emprego, o que não é verdade. Somos cerca de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência no Brasil (Censo IBGE de 2010), a maioria em idade ativa.
Outros argumentam que não há PCDs qualificados, o que em algumas áreas pode até ser verdade, mas existem políticas que garantem o acesso à educação e qualificação profissional das pessoas com deficiência. Além disso, as novas tecnologias de educação a distância também ajudam a mudar esse quadro.
O que existe, na verdade, é uma confusão entre o que é contratar e o que é incluir. E isso acaba resultando em contratações mal sucedidas, turn-over alto e outras complicações.
Os executivos precisam se conscientizar de que a contratação é somente o começo do processo de inclusão. Ou seja, é necessário investir em capacitação, dar a esses profissionais o espaço e as ferramentas que eles precisam para garantir o seu desenvolvimento — e, consequentemente, sua motivação. Assim, eles com certeza vão apresentar bons resultados.
Mas não é isso que deve ser feito com os demais profissionais também? É exatamente isso! As necessidades de um funcionário com deficiência são as mesmas de qualquer outro. O que muda são as formas e as ferramentas de trabalho. Logo, as oportunidades também devem ser iguais.
O processo de recrutamento e seleção de pessoas com deficiência requer maior atenção dos recrutadores. É necessário um planejamento que vai desde a solicitação da vaga pelo gestor até um plano de carreira para esses profissionais. Saiba agora como garantir boas contratações de PCDs.
Vagas híbridas são aquelas que podem ser ocupadas por pessoas com ou sem deficiência. A reserva de vagas em determinados departamentos ou funções favorece a segregação e limita o desenvolvimento desses profissionais. É justamente o que precisamos combater!
Todo mundo que desempenha uma atividade que conhece ou tenha afinidade desenvolve um trabalho melhor e se sente mais valorizado, certo? Só que, por incrível que pareça, isso ainda é muito raro na contratação de PCDs.
Campanhas internas, palestras e dinâmicas ajudam a disseminar informações sobre o tema e derrubar certos mitos que possam surgir. Promova atividades que estimulem a integração das PCDs. Não sabe o que apresentar? Uma consultoria como a Sondery pode te ajudar a preparar um conteúdo bacana!
É importante escolher sites de recrutamento que contém audiodescrição, Libras e legendas. E também, se a divulgação for feita com uma imagem, fazer a descrição detalhada para que o candidato com deficiência visual consiga visualizar tanto o que está escrito quanto o que está sendo mostrado.
Se necessário preencher algum formulário para candidatura, tome cuidado para que ele seja acessível, completamente compatível com softwares leitores de tela e que não fique muito extenso. A mesma coisa vale para os testes online.
Conheça as necessidades do candidato já no agendamento da entrevista. Se ele é cadeirante, a empresa precisa ser acessível. Se for surdo, você tem que providenciar um intérprete de libras etc. A falta desses recursos pode prejudicar a participação dele no processo.
Pessoas com deficiência são tão dedicadas e produtivas quanto qualquer outro profissional, mas também precisam se sentir motivadas. Dê oportunidades de crescimento e forneça os treinamentos adequados para chegar lá! Você vai ver os resultados!
Fazer um processo adequado de recrutamento e seleção de pessoas com deficiência traz muitos benefícios. Além de não levar a multa prevista em lei, as empresas contribuem para uma sociedade mais justa e com oportunidades iguais, construindo um clima organizacional melhor, mais moderno e pronto para as mudanças que as maiores empresas do mundo estão promovendo. Gostou das dicas? Então, fale com a Sondery para criar processos seletivos mais inclusivos!
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]]>Há algumas décadas atrás, via de regra, as marcas só trabalhavam com algo relacionado a pessoas com deficiência em cases para prêmios ou campanhas muito pontuais. Nos últimos anos temos observado, finalmente, o movimento de “acordar para a diversidade” que já está bem mais familiarizado com os recortes de raça, gênero e orientação sexual, mas que ainda não contempla, com a potência necessária, a pessoa com deficiência. É preciso reconhecer e abraçar essa “minoria” da mesma forma que abraçamos as outras, até porque ela é de fato transversal a todos os grupos, podemos encontrar por exemplo uma mulher surda negra trans bissexual.
Felizmente já temos alguns exemplos muito bacanas de campanhas abordando a inclusão e inserindo uma diversidade no casting – ainda que essas incursões se mantenham pontuais e, frequentemente acabem resvalando numa abordagem capacitista e estereotipada da pessoa com deficiência (ora o coitadinho, ora o super herói – mesmo que sutilmente) – mas a grande virada de chave ainda não aconteceu. Parece que falta pouco, está prestes a ocorrer, talvez a chave até já esteja na fechadura, mas precisamos juntos fazer esse movimento e abrir essa porta para um novo público que anseia por reconhecimento pleno.
A primeira barreira é o desconhecimento. Ao definir o seu público alvo, muitas vezes a marca não se dá conta de que existem pessoas com deficiência dentro do seu recorte ou segmentação. Depois, a barreira atitudinal, a dificuldade de aceitar que é preciso mudar processos dentro da empresa, se adequar para atender a este público, deixar as suas campanhas, produtos e pontos de venda acessíveis sem achar que os recursos usados para isso “atrapalham” o resto do público.
O caminho para uma marca quebrar estas barreiras internas pode ser lento, custoso e às vezes até burocrático. Porém, ao perceber que isso aumenta o seu público potencial, que pensar em acessibilidade no início do processo é mais barato do que pensar só no fim, que é interessante que sua empresa siga a legislação brasileira, que muitas vezes as adaptações podem ser boas para todos os consumidores — com e sem deficiência – estabelece-se uma relação ganha-ganha: o pessoa com deficiência se sente mais representada, empoderada, e a marca, por sua vez, além dos benefícios citados, constrói reputação (que certamente pode vir a impactar a conversão).
O Design Universal — conceito cunhado por Ronald L. Mace (1985) — sustenta a ideia de projetar (ou no inglês, to design) produtos, serviços, ambientes e interfaces que possam ser usadas pelo maior número possível de pessoas, independentemente de suas capacidades físico-motoras, idade ou habilidades. Mais do que um conceito, o design universal deve ser encarado como um processo a ser adotado em todas as etapas de desenvolvimento de um projeto.
Vale destacar a importância de envolver nesse mesmo processo, não apenas profissionais especializados em acessibilidade, mas também pessoas com deficiência. A melhor maneira de fazer acessibilidade do jeito certo é trabalhar junto das pessoas que irão utilizar os seus recursos.
É aí que a chave vira. O pensamento da inclusão e da acessibilidade deve ser parte do processo e, portanto, estar contemplado desde o início.
O que acontece na maioria das vezes é que a acessibilidade aparece (quando aparece) no fim do caminho. Chega depois da campanha pronta, da peça fechada, depois do filme gravado e editado ou do aplicativo programado. Aí toca voltar e refazer, ou dar um jeitinho aqui e ali para coroar com um “e ainda por cima, é acessível!”.
Tendo isso em vista, fica o questionamento para os profissionais do mercado, sejam dos clientes ou das agências: o que você está esperando para destrancar essa porta?
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