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Arquivos Histórias inspiradoras - Sondery - Acessibilidade Criativa https://sondery.com.br/category/historias-inspiradoras/ Tue, 17 Sep 2024 17:27:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://sondery.com.br/wp/wp-content/uploads/2021/09/cropped-Sondery_Reduzido-32x32.png Arquivos Histórias inspiradoras - Sondery - Acessibilidade Criativa https://sondery.com.br/category/historias-inspiradoras/ 32 32 O papel dos professores na inclusão de alunos com deficiência https://sondery.com.br/o-papel-dos-professores-na-inclusao-de-alunos-com-deficiencia/ Tue, 17 Sep 2024 17:25:48 +0000 https://sondery.com.br/?p=2491 O post O papel dos professores na inclusão de alunos com deficiência apareceu primeiro em Sondery - Acessibilidade Criativa.

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Imagem de fundo branco com a ilustração de um professor observando seus alunos jogando bola. Na parte central direita há uma ilustração de uma menina sentada em uma cadeira de rodas. Ela tem suor no rosto e semblante triste. Ela segura uma pilha de roupas.


Vira e mexe vídeos de docentes apaixonados pelo que fazem viralizam nas redes sociais. Entre eles professores de educação física que adaptaram suas aulas para que seus alunos com alguma deficiência sejam incluídos nas atividades realizadas dentro da quadra. Sempre que um desses vídeos aparece na minha timeline penso nos meus anos escolares.

Quando a educação física passou a fazer parte da minha grade curricular nem os professores nem a escola sabiam – e não tinham interesse em saber – o que fazer comigo. A inclusão ficava por conta dos meus colegas de classe, que se esforçavam para que eu pudesse participar das aulas junto com eles. Eu me sentia de fato incluída e me divertia muito, mesmo quando a brincadeira terminava comigo caindo da cadeira de rodas (para desespero da minha mãe).

Porém, à medida que íamos crescendo, meus colegas passaram a não ter mais tanta paciência com a minha mobilidade reduzida e com meu tempo de fazer as atividades e a educação física passou a não ser mais tão divertida assim. Conversei com minha mãe e com o ortopedista e, juntos, chegamos a conclusão de que era o momento de pedir dispensa.

Nessa escola eu podia ficar na sala de aula enquanto eles estavam na quadra e aproveitava esse tempo para ler um livro ou adiantar a lição de casa (sim, eu era CDF). Mas na escola que eu fui estudar três anos depois não podia. Eu precisava estar dentro de quadra, mesmo que não fosse participar da aula e ficasse perto das arquibancadas. Não demorou muito para que minha cadeira de rodas virasse o cabideiro da turma.

Um tempo depois entrou um novo professor de educação física na escola. Após um período de observação, o professor Ricardo sentou perto de mim e perguntou se eu gostaria de aprender a apitar as partidas das modalidades (futebol, vôlei, basquete, handebol, etc) que ele estava ensinando para meus colegas. Eu disse que sim. E naquela aula mesmo começou meu aprendizado em arbitragem.

Em nenhum momento passou pela minha cabeça virar árbitra um dia. Acho que eu nem sabia naquela época que era uma profissão. O que me levou a responder sim foi única e exclusivamente a vontade que eu tinha de que aqueles cinquenta minutos passassem mais rápido. E o tempo não só voava, como eu voltei a me divertir e me sentir incluída. Isso para mim era tudo que importava.

Hoje, eu já não lembro as regras de todos os esportes, mas gosto muito de acompanhá-los pela TV, principalmente, o futebol (também por causa do meu pai) e o vôlei, quase sempre sozinha, prestando atenção em cada movimento dos atletas e dos juízes.

Olhando em retrospecto, muitos anos depois de ter concluído a escola, no que diz respeito à inclusão, infelizmente tive mais exemplos negativos do que positivos. Mas, por causa do professor Ricardo, eu acredito que para crianças com deficiência dessa e das próximas gerações o inverso pode ser possível e todo vez que um desses vídeos aparece na minha timeline eu desejo que a inclusão de alunos com alguma deficiência seja tão natural que não precise viralizar nas redes sociais por acontecer, que a inclusão não seja uma preocupação apenas dos professores de educação física, mas sim de todos os professores e que nenhuma criança deseje que as aulas terminem logo por se sentir excluída.

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A vida imita a arte, mas só até o último capítulo https://sondery.com.br/a-vida-imita-a-arte-mas-so-ate-o-ultimo-capitulo/ Mon, 19 Dec 2022 19:48:51 +0000 https://sondery.com.br/?p=2344 Em 2009 estreou na TV Globo Viver a Vida, “novela das nove” que iria contar a história de Luciana Saldanha, modelo interpretada pela atriz Alinne Moraes, que sofre um acidente e fica tetraplégica. Apesar de não ter o costume de assistir à novelas fiquei curiosa para ver como a questão seria abordada e decidi acompanhar […]

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Ilustração de uma pessoa cadeirante vendo o seu próprio reflexo na tela de uma televisão que está na frente dela. A pessoa tem cabelos curtos pretos e usa uma camisa azul. Há elementos coloridos em rosa e azul como um quadro na parede e um abajour.


Em 2009 estreou na TV Globo Viver a Vida, “novela das nove” que iria contar a história de Luciana Saldanha, modelo interpretada pela atriz Alinne Moraes, que sofre um acidente e fica tetraplégica. Apesar de não ter o costume de assistir à novelas fiquei curiosa para ver como a questão seria abordada e decidi acompanhar a trama.

Se eu assistisse à novela com os olhos e conhecimento que tenho hoje, talvez encontrasse mais erros do que acertos, entre eles o uso de cripface (escolha de atores e atrizes sem deficiência para interpretar personagens com deficiência), mas nós estamos em 2009. Então vamos vestir nossa capa de adolescente de 17 anos e sentar na frente da TV. Essa talvez tenha sido a primeira vez que eu pensei ser possível viver um “amor de novela” sendo mulher cadeirante, mas não é sobre isso que eu quero escrever hoje. Eu quero escrever sobre o que estava acontecendo fora das telinhas durante a exibição da telenovela.

Fora das telinhas eu via uma movimentação. As pessoas sem deficiência pareciam estar interessadas e dispostas a conversar sobre acessibilidade e inclusão, em entender como poderiam ajudar pessoas com deficiência e em mudar seus espaços para que todos pudessem frequentá-lo. Claro que ainda tinham pessoas que ainda nos parabenizavam por atravessar a rua ou por estarmos fazendo compras em um supermercado e paravam nas vagas reservadas “só por cinco minutinhos”, mas parecia que uma mudança de pensamento estava acontecendo. Será que dessa vez a mudança seria real? Será que dessa vez a mudança seria definitiva? Confesso que eu acreditei que sim.

O capítulo final foi ao ar nove meses depois e a movimentação foi interrompida quase instantaneamente. A próxima trama não teria um personagem com deficiência nem iria discutir temas ligados à inclusão e acessibilidade, então não demorou para o tema ser esquecido e banheiros e provadores voltarem a ser usados como depósito de coisas quebradas ou sem utilidade com a alegação de que não eram usados por ninguém. O famoso círculo aparentemente sem fim do “lugares não são acessíveis porque pessoas com deficiência não os frequentam e pessoas com deficiência não os frequentam porque não são acessíveis“.

Tentar colocar algum assunto ligado à pessoas com deficiência na roda de conversa era o mesmo que entrar na Torre de Babel e automaticamente começar a falar uma língua diferente dos demais, embora tecnicamente falássemos a mesma língua. O que tinha mudado? O que tinha dado errado?

Hoje, olhando a situação “de fora” e com um pouco de conhecimento, percebo que uma das muitas razões é a ausência de pessoas com deficiência nos comerciais de TV. Sim, você leu direito. As peças publicitárias que em apenas alguns minutos são capazes de colocar expressões no nosso vocabulário (na minha casa usamos “não é assim uma Brastemp” para descrever coisas ruins ou de pouca qualidade até hoje), de nos fazer desejar algum produto ou serviço, de fazer associações e, às vezes, até de refletir. Praticamente nenhuma delas tem pessoas com deficiência em seu elenco. Não se vê atores ou atrizes com alguma deficiência em comerciais de cerveja, em campanhas de dia dos namorados, muito menos como membros de “família comercial de margarina”. Por que isso acontece? Pode parecer, mas essa não é uma discussão recente. 

Em 1989, Susan Scott-Parker, fundadora da Business Disability International, escreveu um artigo chamado “They aren’t in the brief (Eles não estão no briefing), onde discorre sobre a presença de pessoas com deficiência em comerciais de TV. Nele a autora aponta para o fato de, já naquela época, a maior parte das propagandas com alguma pessoa com deficiência no elenco ser uma campanha de caridade. E quando não tinha nenhuma relação com caridade caia nos famigerados estereótipos.

Talvez muitos de nós tenhamos perdido o hábito de prestar atenção nas propagandas e de acompanhar fielmente novelas por tantos meses, mas com o advento da internet e das redes sociais, uma hora ou outra vamos nos deparar com uma cena que virou assunto de discussão ou se transformou em um meme.  Ou seja, seremos impactados por elas.

Quanto maior for a incidência de pessoas com deficiência fazendo coisas comuns na TV, maior é a chance de tirar o tabu do que se refere à acessibilidade e inclusão e conversar sobre o assunto se torne tão natural quanto conversar sobre o último episódio da novela. Mas, por favor, que não seja para dizer que somos exemplo de superação. E a mudança de pensamento de fato acontecer.

Já que estamos falando de novela…

No momento em que escrevo esse texto a “trama das nove” é Travessia, que tem no elenco Tabata Contri, atriz e mulher cadeirante, interpretando a advogada Juliana. Dessa vez não estou acompanhando a novela, mas estou torcendo para que a mesma movimentação que eu vi fora das telinhas em 2009 esteja acontecendo. Porém, com uma diferença: que não seja uma movimentação com prazo de validade. 

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na balada com a lu https://sondery.com.br/na-balada-com-a-lu/ Tue, 03 Apr 2018 19:59:55 +0000 http://br318.teste.website/~sonderyc/wp/?p=827 Você sabe o que é ir pra balada com uma pessoa cega? Eu sei. R: É exatamente igual a ir pra balada com uma pessoa vidente. Mas, para poder contar a experiência, primeiro eu tenho que apresentar os participantes. essa é a Luísa. 25 anos, publicitária, de campinas, vidente. eu chamo ela de Lu essa é a […]

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Você sabe o que é ir pra balada com uma pessoa cega? Eu sei.

R: É exatamente igual a ir pra balada com uma pessoa vidente.

Mas, para poder contar a experiência, primeiro eu tenho que apresentar os participantes.

essa é a Luísa.

25 anos, publicitária, de campinas, vidente.

eu chamo ela de Lu

essa é a Luciana.

34 anos, gestora pública, de santos, cega.

eu também chamo ela de Lu.

Um belo sábado, a gente foi pra vila madalena. E foi mais ou menos assim:

A Lu foi de metrô. A Lu também.

A Lu andou da estação fradique coutinho até o bar pau brasil. A Lu também.

A Lu bebeu. A Lu também.

A Lu pediu uma porção. A Lu também.

A Lu curtiu o samba. A Lu também.

A Lu tem um iphone. A Lu também.

A Lu usa whatsapp. A Lu também.

A Lu contou histórias do trabalho. A Lu também.

A Lu contou histórias de amor. A Lu também.

A Lu já foi minha “wing man”. A Lu também.

A Lu foi a pé para o Ó do Borogodó. A Lu também.

A Lu dançou. A Lu também.

A Lu paquerou. A Lu também.

A Lu bebeu de novo. A Lu também.

A Lu comeu um dogão depois de sair da balada. A Lu também.

A Lu dormiu na casa da Lu, e eu também.

No dia seguinte a Lu de Campinas foi de ônibus sozinha pra lá. E a Lu de Santos também.

E eu fiquei aqui pensando como foi bacana essa noite ter sido tão diferente e ao mesmo tempo tão igual a tantas outras. É claro que tinha momentos em que a Luciana precisava de um auxílio ou outro para subir/descer degrau, ou pra ler o cardápio e escolher o drink de sua preferência, mas isso era só um detalhe. A vivência em si é todo o resto. É a música, dança, cheiros, gostos, texturas, memórias.

No fim das contas acho que a Lu curtiu muito sair com a gente. E eu também.

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Como um grupo sobre GIFs engraçados está tornando a internet mais acessível https://sondery.com.br/como-um-grupo-sobre-gifs-engracados-esta-tornando-a-internet-mais-acessivel/ Tue, 03 Apr 2018 19:57:06 +0000 http://br318.teste.website/~sonderyc/wp/?p=822 Iniciativa chique: #acervoacessível Desde muito antes do Orkut, os gifs fazem parte dos melhores motivos para se pagar a internet todo mês (junto com vídeos de cachorros). Talvez você não saiba, mas com certeza já passou pela sua timeline algum post ou repost do Acervo de gifs e imagens chiques. É um dos melhores grupos do […]

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Iniciativa chique: #acervoacessível

Desde muito antes do Orkut, os gifs fazem parte dos melhores motivos para se pagar a internet todo mês (junto com vídeos de cachorros). Talvez você não saiba, mas com certeza já passou pela sua timeline algum post ou repost do Acervo de gifs e imagens chiques. É um dos melhores grupos do Facebook e não é só pela inteligência e sagacidade da galera que legenda gifs sensacionais.

Descrição da imagem: capa do grupo, com a Ana Maria Braga segurando um cartaz que diz “Aprenda a ser chique miga!”

No dia 31 de março o Sidney Andrade fez um post nesse grupo que explicou de uma forma super didática o quão importante é a descrição das imagens para a acessibilidade do conteúdo para as pessoas cegas (que eu já contei um pouco nesse post).

Descrição da imagem: print screen do post de Sidney Andrade

Na íntegra:

Olá, pessoal

Em primeiro lugar, preciso informar que sou cego. Pessoas cegas utilizam computadores e smartphones graças a softwares de acessibilidades chamados LEITORES DE TELA.

O que um leitor de tela faz é simples: ele reconhece o material textual na tela em que estou navegando e o transforma em fala, por meio de vozes sintetizadas, como aquelas do Google Tradutor e do Maps, por exemplo. Assim, tudo que é texto editável é reconhecido e retorna pra mim em forma de áudio, o que me permite usar editores de texto, planilhas de dados, acessar a internet, enfim, tudo que uma pessoa vidente faz, só que, ao invés dos olhos, usamos os ouvidos para isso.

No entanto, o leitor de telas também não enxerga, então, quando a minha navegação cruza com uma imagem, ele apenas me avisa que aquilo é uma imagem, não podendo obviamente me descrever o que há na imagem, mesmo que essa imagem seja de um texto. Portanto, também Textos em imagens não são acessíveis.

Uma maneira de viabilizar a acessibilidade de imagens, tirinhas, gifs ou qualquer conteúdo figurativo aqui no FB é descrevê-las na postagem em que são feitas. Desse modo, quem enxerga desfruta da imagem com os olhos, e quem não enxerga desfruta da imagem por meio das palavras, lendo-as com o leitor de telas.
Aqui vão algumas dicas básicas para fazer boas descrições de imagens de modo a torná-las acessíveis.

1 Descreva o que você vê na imagem, não julgue nem opine sobre ela, seja objetivo na sua descrição.
2 Quanto mais direto ao ponto, melhor, Diga o suficiente para que a ideia geral seja transmitida.
3 Em caso de memes, cujo intuito é, na maioria das vezes, cômico, a descrição também pode ser cômica, contanto que não confunda o leitor. É importante que a ideia principal seja transmitida.
4 Sinalize, antes da descrição, com alguma palavra ou expressão que mostre que a seguir a imagem será descrita. Assim, quem não entender ou achar estranho a descrição da imagem logo depois dela aparecer fica avisado de que pessoas cegas também usam o FB e precisam dessa descrição para consumir os conteúdos de imagens. Desse modo, além de ser acessível, sua atitude também será educativa para quem nunca pensou sobre o assunto. Exemplos de termos que podem informar: “descrição da imagem”, “Acessibilidade da imagem”, “Imagem Acessível”, enfim, qualquer expressão que mostre que aquilo não está ali a toa.

PARA SINALIZAR AS IMAGENS E GIFS AQUI DO GRUPO, DEIXO A SUGESTÃO DA TAG ‪#‎AcervoAcessível‬, DE MODO QUE TODOS COMPREENDAM DO QUE SE TRATA.

Fico à disposição para quem quiser tirar dúvidas ou conversar sobre o assunto. E agradeço, desde já, àqueles que adotarem a postura acessível e digna de oferecer condições de acesso a todos, independente de suas limitações.
Grande Abraço.

E como não podia ser diferente, o pessoal amou a sugestão e trataram de colocar em prática! ❤

O legal é que por mais que existam regras, como o Sidney explicou, muitas vezes a descrição é mais uma oportunidade para ter graça. Que pode ser longa…

Descrição da imagem: GIF e print screen de post com o seguinte texto ” Mulher parada na porta de casa (aberta) enquanto exibe uma tigela, usada em rituais cultistas para alimentar pequenos demônios, sobre uma camada de neve até o peito dela do lado de fora. De repente um animal de Lúcifer, também conhecido como “gato”, mostra seus poderes sinistros arrebentando a camada de neve com uma investida para adentrar a residência; e ainda cai com uma cara de “O que eu perdi?”

ou mais sucinta

Descrição da imagem: GIF e print screen de post com o seguinte texto “Acordando de cochilo chique sem saber que dia é hoje #acervoacessível GIF de um cachorro acordando assustado”

ou mais fofinha

Descrição da imagem: GIF e print screen de post com o seguinte texto “Own, eu pedindo pra fazer carinho #AcervoAcessível Um lêmure recebendo carinho nas costas de dois meninos. Quando os meninos param ele fica pedindo mais, indicando com a patinha.”

Mais legal ainda é ver que a grande maioria dos posts hoje tem essa hashtag e a descrição. Fiquei imaginando como teria sido o resultado e repercussão para o Sidney e… resolvi perguntar para ele! 😀

“Eu fiz aquele textão que você viu lá, e todo mundo aderiu, eu amei e passei, agora que podia, a postar também gifs e memes no meu próprio perfil, já que eu tinha uma ótima fonte de descrições. Então serviu até pra deixar meu próprio convívio no FB bem mais divertido, coisa que não era até pouco tempo, já que ele no que diz respeito à acessibilidade, é muito falho infelizmente.

“Algumas pessoas do grupo dos gifs acharam tão bacana que quiseram fazer o mesmo em suas próprias timelines, de modo que me pediram que eu fizesse uma postagem igual no meu perfil pra que elas pudessem compartilhar nas timelines delas e conscientizar o pessoal que as segue.”

Então o que era só pra ser um movimento interno do grupo de gifs acabou se espalhando um pouco mais pelas timelines do pessoal, ganhou uma proporção maior do que eu imaginava ou esperava, embora seja uma repercussão bem pequena se compararmos com o que algo pode repercutir no fb… Postei essa publicação em vários grupos de pessoas cegas ou mesmo de pessoas com deficiências outras, pra abranger mais gente, e hoje em dia eu vejo até quem eu não conheço com uma tagzinha de acessibilidade seguida da descrição das imagens, tá muito bacana de perceber que o movimento está sendo orgânico, e o que é mais impressionante, com adesão não só de pessoas com deficiência, mas sem deficiência também…

E mais uma vez o dia foi salvo graças a internet. Que permitiu que tudo isso acontecesse, desde a criação dos gifs e suas descrições, até o próprio contato com o Sidney (que também tem medium gente, segue ele lá!).

E quem quiser compartilhar o post do Sidney na sua própria timeline, clica aqui.

É ou não é uma Inclusão Chique?

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