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Gustavo Torniero, Autor em Sondery - Acessibilidade Criativa https://sondery.com.br/author/gustavot/ Tue, 01 Dec 2020 21:30:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://sondery.com.br/wp/wp-content/uploads/2021/09/cropped-Sondery_Reduzido-32x32.png Gustavo Torniero, Autor em Sondery - Acessibilidade Criativa https://sondery.com.br/author/gustavot/ 32 32 Como fazer eventos online acessíveis https://sondery.com.br/como-fazer-eventos-online-acessiveis/ Thu, 14 May 2020 20:27:33 +0000 https://sondery.com.br/?p=1852   Cresceu de forma expressiva o número de pessoas que consome conteúdos ao vivo pela internet. Só o Google notou um aumento de 123% nas buscas do Youtube relacionadas ao termo “em casa” no Brasil em comparação ao período anterior à quarentena. Essa é uma ótima oportunidade para produzir conteúdo relevante em tempo real e […]

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No visor de uma câmera de filmagem está a imagem de uma mulher branca, de cabelos loiros lisos na altura do ombro e roupas pretas em frente a uma estante de livros. Ao fundo da câmera, a mesma cena está desfocada, com uma grande softbox preta de iluminação sobre um tripé.

 

Cresceu de forma expressiva o número de pessoas que consome conteúdos ao vivo pela internet. Só o Google notou um aumento de 123% nas buscas do Youtube relacionadas ao termo “em casa” no Brasil em comparação ao período anterior à quarentena. Essa é uma ótima oportunidade para produzir conteúdo relevante em tempo real e com acessibilidade para todas as pessoas.

Mas o que é, afinal, um evento online? É um encontro transmitido por meio da internet com ajuda de plataformas como YouTube, Facebook e Instagram. Seja qual for sua escolha, o importante é que o serviço seja acessível, bem como os formulários de inscrição e as mensagens enviadas para os participantes.

Existem duas formas principais de transmitir um conteúdo pela internet: por livestream (transmissão ao vivo) e retransmissão (gravado e transmitido posteriormente). Há, ainda, a possibilidade de gravar o evento, editar os vídeos e só disponibilizar depois.

Independentemente do formato, vamos te mostrar, agora, alguns pontos essenciais para a criação de eventos online acessíveis.

Tradução em Libras (Língua Brasileira de Sinais)

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida legalmente pelo país desde 2002. É por meio dela que os surdos podem ter acesso aos eventos transmitidos pela internet.

A recomendação é sempre contratar intérpretes capacitados e que possam traduzir, além das conversas, os termos técnicos, os sinais de marcas, pessoas, gírias, entre outros.

Ah, outra coisa importante: não deixe o intérprete em uma janela minúscula dentro do vídeo. Visibilidade é importante e representatividade também. Imagine que você tem deficiência auditiva e precisa acompanhar no celular a transmissão de um vídeo com um espaço minúsculo para a visualização do intérprete. Incômodo, desrespeitoso e nada prático, não é?

Legendas

As legendas em tempo real são úteis para pessoas com e sem deficiência. No caso das pessoas com deficiência auditiva, o recurso de acessibilidade é essencial, mesmo se já houver a janela com o intérprete, pois existem muitos surdos não são usuários de Libras. E mesmo os surdos usuários de Libras podem, por exemplo, consultar as legendas caso não reconheçam algum sinal informado pelo intérprete.

Para incluir esse recurso de acessibilidade do jeito certo, o ideal é contratar um profissional de estenotipia, responsável por fazer a legenda em tempo real de tudo o que é dito.

Outra possibilidade é contar com serviços de legendas ao vivo disponíveis em plataformas como Facebook e Youtube. Mas, nesse caso, o nível de assertividade varia de acordo com determinados fatores, entre eles o idioma da conversa.

Audiodescrição

Todo conteúdo visual exibido em um evento precisa ser acessível também para as pessoas com deficiência visual. Caso contrário, elas podem perder informações importantes. Isso só é possível por meio do recurso de audiodescrição: um trabalho profissional cujo objetivo é traduzir imagens em palavras.

A audiodescrição pode ser empregada tanto em imagens dinâmicas (como os vídeos), como em imagens estáticas (fotos, gráficos, infográficos e slides, por exemplo). A recomendação é contratar uma dupla composta por um audiodescritor e um consultor. Aqui na Sondery nós já falamos sobre O Papel do Consultor em Audiodescrição.

A Sondery também desenvolveu uma oficina de audiodescrição na criação de conteúdo acessível para a web, na qual as pessoas podem ter contato com as principais técnicas utilizadas.

Pós-evento

Se o objetivo é disponibilizar os vídeos do evento posteriormente, é fundamental se certificar de  que todos eles estão acessíveis. Caso algum recurso de acessibilidade tenha ficado de fora na transmissão ao vivo, essa é a hora de corrigir esse problema. Outra recomendação é transcrever o conteúdo falado em texto.

Fazer um evento virtual atraente e de qualidade requer muito esforço. Se você ficou com alguma dúvida sobre como produzir e transmitir conteúdo acessível, a Sondery pode te ajudar durante todo esse processo – desde a divulgação e inscrição, na transmissão e até na divulgação posterior dos vídeos com acessibilidade.

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Por que descrever as imagens do seu site e dos seus posts https://sondery.com.br/por-que-descrever-as-imagens-do-seu-site-e-dos-seus-posts/ Tue, 27 Aug 2019 13:00:16 +0000 https://sondery.com.br/?p=1597 Imagine que você é uma pessoa cega e deseja fazer uma compra. Ao entrar no site de uma determinada empresa, percebe que as imagens postadas sobre os serviços e produtos disponibilizados não possuem nenhuma descrição. Isso é o que acontece com milhares de brasileiros com deficiência visual cotidianamente. Se você tem um blog ou um […]

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Imagine que você é uma pessoa cega e deseja fazer uma compra. Ao entrar no site de uma determinada empresa, percebe que as imagens postadas sobre os serviços e produtos disponibilizados não possuem nenhuma descrição. Isso é o que acontece com milhares de brasileiros com deficiência visual cotidianamente.

Se você tem um blog ou um site institucional e ainda não inclui descrições nas fotos e imagens, é chegada a hora de incluir essa etapa no seu planejamento de conteúdo.

Como a gente sabe que nem todos estão familiarizados com a forma com a qual as pessoas cegas utilizam o computador, vamos partir do princípio. Existem programas leitores de tela capazes de transformar em áudio toda e qualquer informação exibida pelo computador. Dessa forma, é possível fazer compras, visitar sites, acessar redes sociais, ler livros, entre outras tarefas.

Apesar de toda essa tecnologia, os leitores de tela ainda não conseguem descrever imagens. Já existem aplicativos baseados em inteligência artificial com esse intuito, mas eles ainda não chegaram nem perto de uma descrição humana. Por este motivo, quando um cego entra no seu site ou no seu blog e se depara com imagens sem descrição, ele fica literalmente no escuro.

Ampliação de potenciais consumidores

Descrever as imagens, além de uma atitude de responsabilidade social, também é uma estratégia de negócio. Proporcionar uma boa experiência de compra e de consumo de informação é crucial para angariar mais clientes e potenciais consumidores. Eu, por exemplo, já fui impedido de comprar um tênis pela internet por causa da falta de descrição dos produtos. A impressão que eu tenho dessa marca atualmente é extremamente negativa.

Nos últimos anos, diversas marcas passaram a incluir descrições nos posts publicados nas redes sociais. O ganho de marca foi extremamente positivo. Algumas dessas empresas afirmam ter ampliado a comunicação com públicos que antigamente não eram impactados pelos esforços tradicionais de comunicação.

Ganhos de SEO

O Google leva em conta uma série de fatores de rankeamento para posicionar um site nos resultado de pesquisa. Alguns são guardados a sete chaves. Mas eu tenho uma boa notícia para você. Um dos atributos conhecidos e bem vistos pelo buscador é a inclusão de texto alternativo, (alt text), forma pela qual é possível adicionar descrições de imagens em sites.

Hoje, as principais plataformas de conteúdo já possuem um campo para a inclusão de texto alternativo logo depois de adicionar alguma imagem no site ou em algum post de blog. Se esse não for o seu caso, você terá que recorrer à boa e velha linguagem de programação HTML. Independentemente de qual método você utilizar, o fato é que você poderá ter bons ganhos de SEO, conjunto de técnicas utilizadas para otimizar os sites para aparecerem nos mecanismos de busca, como Google e Bing.

Mas afinal, como eu descrevo minhas imagens?

Se você chegou até aqui, agora você entende a importância de descrever as imagens para pessoas cegas. Eu sei que nesse momento bate a dúvida: mas meu deus do céu, como eu faço isso? Calma, não se desespere. Comece da forma mais simples, traduzindo em palavras o que está na imagem.

Caso queira aprender as técnicas e melhores práticas da descrição de imagens para a web, você pode conversar com a gente aqui da Sondery, pois temos cursos para empresas, marcas e agências que querem começar a descrever as imagens do jeito certo, seja no site ou nas mídias sociais.

Ah, e um profissional muito importante nesse processo é o consultor em audiodescrição. Ele geralmente tem deficiência visual e é capacitado para essa tarefa – não basta ser cego, é preciso ter o conhecimento específico. A Sondery já fez um post sobre a importância e o papel do consultor em audiodescrição.

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Qual o significado de acessibilidade? https://sondery.com.br/qual-o-significado-de-acessibilidade/ Mon, 20 May 2019 21:28:33 +0000 https://sondery.com.br/?p=1586 Se você está aqui, provavelmente quer entender de uma vez por todas o que é acessibilidade e qual a importância desse termo para a independência e autonomia de uma pessoa com deficiência. Esse conceito pode estar relacionado com muitas situações cotidianas, como transporte, cultura, lazer, informação, entretenimento, entre outras. O Dicionário Michaelis define acessibilidade como […]

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Chão de asfalto com faixas vermelhas pintadas demarcando uma vaga para carros. No meio da vaga está pintado um quadrado azul com um boneco cadeirante branco no centro, o símbolo internacional de acesso.

Se você está aqui, provavelmente quer entender de uma vez por todas o que é acessibilidade e qual a importância desse termo para a independência e autonomia de uma pessoa com deficiência. Esse conceito pode estar relacionado com muitas situações cotidianas, como transporte, cultura, lazer, informação, entretenimento, entre outras.

O Dicionário Michaelis define acessibilidade como facilidade de acesso e a qualidade do que é acessível. Mas essa definição, pura e simples, não resolve nosso problema. O que é tornar um produto, serviço, evento ou atividade acessível afinal?

Contexto histórico

Para entender o conceito, precisamos de uma rápida contextualização. Tudo começou depois da segunda guerra mundial, com a declaração universal dos direitos Humanos de 1948. Os princípios do documento são promover o direito à vida, à igualdade, à não discriminação, à liberdade de locomoção e o direito ao trabalho.

De lá para cá aconteceram muitas coisas. A principal delas no que tange as pessoas com deficiência foi a criação da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência pela ONU em 2007. Esse documento foi sancionado pelo governo brasileiro em 2009 e passou a fazer parte da nossa constituição como emenda constitucional.

A grande inovação da convenção foi instituir uma nova definição do que é deficiência. A partir daquele momento, ela não era entendida mais como sendo só parte do indivíduo e sim um resultado de interações com diversos obstáculos da sociedade.

Vamos a um exemplo. Se você tem uma deficiência visual, você não precisa necessariamente ser tratado pelo sistema de saúde. As limitações e dificuldades que você possui também estão no ambiente que você vive. Calçadas esburacadas, falta de sinalização em braille, sites e aplicativos inacessíveis  e inexistência de recursos de acessibilidade em filmes e teatros são só alguns exemplos.

Lei brasileira de inclusão

O Brasil possui uma das legislações mais avançadas sobre acessibilidade e inclusão. A mais recente inovação foi a promulgação da Lei Brasileira de Inclusão em 2015. Nela, há uma série de definições sobre como deixar o ambiente físico e virtual acessível para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, sempre adotando o conceito de que a pessoa com deficiência enfrenta barreiras sociais e que ela não é definida pela condição médica que possui.

Para a LBI, acessibilidade é a possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Desenho universal

Se você tem um projeto e quer que ele seja acessível para todos, precisa pensar no desenho universal. Esse conceito nada mais é do que criar produtos e serviços acessíveis para todas as pessoas, independente das características pessoais ou de acesso. Dessa forma, elimina-se a necessidade de fazer adaptações no que já existe.

A acessibilidade é um conceito amplo, mas que pode ser empregada em diversos contextos. É, sim, a facilidade de acesso, mas não só para pessoas com deficiência como sim para todas as pessoas, sejam elas crianças, adolescentes, adultas ou idosas, sem discriminação de quaisquer características.

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O poder de compra das pessoas com deficiência https://sondery.com.br/o-poder-de-compra-das-pessoas-com-deficiencia/ https://sondery.com.br/o-poder-de-compra-das-pessoas-com-deficiencia/#comments Thu, 25 Apr 2019 19:54:51 +0000 https://sondery.com.br/?p=1594 Se você está aqui, provavelmente quer descobrir o real poder de compra das pessoas com deficiência. Como já destacamos em um outro post, há inúmeros benefícios de ampliar a comunicação e o desenvolvimento de produtos para todos, incluindo aqueles com algum tipo de deficiência. Esse público estuda, trabalha e tem decisão de compra. Nesse texto, […]

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Vitrine de uma loja de roupas. Dois manequins aparecem da cintura para cima. O da esquerda é um manequim masculino, com chapéu cinza e camiseta estampada cinza e preta. À direita um feminino, com lenço vermelho amarrado na cabeça e uma blusa vermelha. Na frente deles, grudados na vitrine, há três adesivos redondos de cores verde, vermelho e amarelo indicando os valores "30%", "50%" e "20%".

Se você está aqui, provavelmente quer descobrir o real poder de compra das pessoas com deficiência. Como já destacamos em um outro post, há inúmeros benefícios de ampliar a comunicação e o desenvolvimento de produtos para todos, incluindo aqueles com algum tipo de deficiência. Esse público estuda, trabalha e tem decisão de compra. Nesse texto, vamos te mostrar que ignorá-los é um enorme erro estratégico de negócio.

Basicamente, existem três motivos pelos quais você deveria começar a tornar o marketing, a experiência de compra e os seus produtos e serviços acessíveis agora mesmo:

  • diversificar e expandir a sua clientela
  • Ter mídia espontânea para seu negócio
  • Melhorar a experiência para todos os consumidores

Quem é o consumidor com deficiência?

Segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cada 4 brasileiros, 1 tem algum tipo de deficiência. Já pensou ignorar toda essa parcela da população, ávida por serviços e produtos com acessibilidade?

Todas essas pessoas são potenciais consumidores da sua marca ou produto. O problema é que elas podem não ser atingidas pela publicidade por causa da falta de recursos como audiodescrição, língua brasileira de sinais (libras) e legendagem descritiva. Pior: elas podem nem conseguir fazer uma compra no seu site por encontrar barreiras de navegação ou na sua loja física por falta de acesso para pessoas com deficiência física.

Um relatório produzido pela Accenture, mostra que as pessoas com deficiência ao redor do mundo possuem uma renda disponível de US $ 8 trilhões. Logo, a quantidade de dinheiro que elas podem gastar diariamente é significativa. Só nos Estados Unidos o valor chega a meio trilhão de dólares e no Brasil, segundo o IBGE, 5,3 bilhões de dólares. Muitas empresas ainda não aproveitam este poencial e ignoram uma parcela da população.

Já o relatório do American Institutes for Research (AIR), destaca que as estimativas são extremamente conservadoras. As pessoas com deficiência fazem parte de comunidades e de famílias. Com essa ampla rede social, o número de pessoas que poderiam comprar bens e serviços para essa população mais do que dobra.

Além disso, as evidências apontam para uma maior inclusão de pessoas com deficiência. As empresas que produzirem peças de comunicação e produtos acessíveis, portanto, terão uma vantagem competitiva em relação aos concorrentes. A médio e longo prazo, o retorno do investimento é apenas uma questão de tempo.

Como as pessoas com deficiência escolhem o que comprar?

A escolha de um produto por uma pessoa com deficiência depende de vários fatores – desde acessibilidade no momento da compra até o fato de se sentirem representadas por alguma publicidade. Historicamente, o marketing não contemplou esse público nas estratégias de comunicação. Isso quer dizer que elas nunca eram vistas em propagandas, o que não gerava sensação de pertencimento.

Uma pessoa com deficiência física, por exemplo, não conseguia se imaginar utilizando um produto, justamente porque não via ninguém na mesma condição nas propagandas impressas, na TV ou na internet. Por outro lado, uma pessoa com deficiência visual não consegue comprar um produto de beleza ou um tênis em um e-commerce pela falta de descrição das imagens dos produtos disponíveis. Já pensou em como isso pode ser frustrante?

É tão desalentador que uma pesquisa da Nielsen, em 2016, detectou que as pessoas com deficiência costumam a ser mais leais com uma determinada marca quando percebem que ela atende às suas necessidades.

Mas o impacto não é só nesse público em específico. Outro estudo, feito nos EUA pelo Marketing Anthropology Project em 2017, sugere que que as pessoas com deficiência são um mercado de interesse para todos os consumidores americanos. De acordo com a pesquisa, 66% dos consumidores comprarão bens e serviços de uma empresa que apresenta pessoas com deficiência nas peças publicitárias, enquanto 78% comprarão bens e serviços de uma empresa que toma medidas para garantir acesso fácil a essa parcela da população. Percebe, agora, a importância do poder de compra desses consumidores? Além de ter dinheiro para gastar, eles influenciam todo o ambiente ao seu redor.

Quais são as principais barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência?

Se você chegou até aqui, é sinal de que realmente está interessado em aproveitar esse potencial de mercado antes ignorado pela empresa na qual você trabalha. Agora que você já entende todos os benefícios de planejar e desenvolver produtos e serviços para todas as pessoas, incluindo aquelas com deficiência, é hora de saber as principais barreiras enfrentadas por esse público no mercado de consumo.

Em novembro de 2017, a empresa Croma Marketing Solutions divulgou o estudo Oldiversity®, com o objetivo de analisar os impactos da longevidade e diversidade para marcas e negócios no Brasil.

O estudo mostrou o despreparo do comércio para atender uma pessoa com algum tipo de limitação física, provando, mais uma vez, que a deficiência também se apresenta como barreira nos ambientes sociais. As principais reivindicações desse público são recursos acessíveis e atendimento especializado, temas considerados prioritários para 70% dos participantes.

Se as pessoas com deficiência gostariam de vê-las nas propagandas, o mesmo acontece para o atendimento nas lojas físicas. O problema é que, segundo a pesquisa, 62% dos entrevistados acreditam que as empresas ainda mantêm grande preconceito sobre a contratação de pessoas com deficiência. E mais: 7% dos participantes ainda acham estranho serem atendidos por quem tem algum tipo de deficiência.

“Os desejos dos consumidores com deficiência não são atendidos porque as empresas não conseguem compreender o potencial desse mercado”, afirma Edmar Bulla, presidente da Croma Solutions, em entrevista para o jornal Estadão. O lançamento de produtos e serviços acessíveis (65%), a produção de propagandas acessíveis e direcionadas (62%) e a contratação de pessoas com deficiência (55%) também foram temáticas destacadas pelos entrevistados.

E não pense que no comércio eletrônico é diferente. A tarefa de efetuar uma compra pela internet pode ser árdua, longa e frustrante para pessoas com deficiência. O estudo “As principais barreiras de acesso em sites do e-commerce brasileiro”, feito pelo Movimento Web Para Todos e Ceweb.br com o apoio do W3C evidencia essa dificuldade.

A pesquisa analisou os 15 maiores sites de e-commerce brasileiros para saber se os sites possuíam ou não acessibilidade. Dos participantes, 28% não conseguiram concluir as compras, e, desses, 67% não conseguiram cancelar os pedidos. Os resultados foram analisados, também, pela equipe de direitos digitais do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Foram encontradas violações graves tanto do Código de Defesa do Consumidor quanto da Lei Brasileira de Inclusão, em vigor desde 2015.

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